Segundo WASIELEWSKI, qual o quadrante é mais seguro para passagem dos parafusos do acetábulo?
- Póstero-superior
- Póstero-inferior
- Ântero-superior
- Ântero-inferior
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Conceito-chave
Muitas taças sem cimento são reforçadas com parafusos que atravessam o fundo da taça e entram no osso da bacia. O perigo está do outro lado do osso: dentro da pelve passam vasos e nervos importantes. Para orientar o cirurgião, Wasielewski dividiu o acetábulo em quatro quadrantes:
traça-se uma linha da espinha ilíaca anterossuperior (EIAS) até o centro do acetábulo, prolongando-a para trás;
traça-se outra linha perpendicular a ela, passando pelo centro.
Os quadrantes e seus riscos:
posterossuperior: a zona segura. É onde o osso é mais espesso, e as estruturas do outro lado (o nervo ciático e os vasos glúteos superiores) só correm risco com parafusos longos demais;
posteroinferior: segunda opção, com parafusos curtos. O osso é mais fino, e há risco para o ciático e os vasos pudendos;
anterossuperior: a "zona da morte". Os vasos ilíacos externos passam logo além da parede interna do osso. Deve ser evitado;
anteroinferior: perigoso, pelo nervo e vasos obturatórios. Também deve ser evitado.
Dicas práticas: os parafusos no quadrante posterossuperior, com comprimento adequado, pegam o melhor osso com segurança. O cirurgião mede a profundidade e sente a parede interna antes de escolher o parafuso. Um jeito de lembrar: "anterior é artéria"; atrás e em cima está o osso bom.
Na prova: o quadrante mais seguro para os parafusos do acetábulo é o posterossuperior.
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