Na artroplastia total do quadril, um dos fatores de aumento da anteversão funcional do componente acetabular, e consequente luxação, é
- artrodese lombar.
- displasia.
- fratura do colo.
- fratura acetábulo.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A anteversão da taça é o quanto ela está virada para a frente. Ela é fundamental para a estabilidade da prótese. Mas existe uma diferença importante entre a anteversão radiográfica e a anteversão funcional:
a radiográfica é a posição da taça em relação à bacia, e não muda depois da cirurgia;
a funcional é a posição da taça em relação ao chão e ao fêmur durante as atividades, e ela muda conforme a bacia se inclina.
Como a bacia se mexe: quando ficamos em pé, a bacia se inclina para a frente. Quando sentamos, a coluna lombar se dobra e a bacia gira para trás (retroversão pélvica). Esse giro para trás aumenta a anteversão funcional da taça, e isso protege o quadril: ao sentar, o quadril dobra muito, e a taça mais aberta para a frente evita que o colo bata na borda e que a cabeça escape para trás.
O problema da coluna rígida: quando a coluna lombar está fundida (artrodese lombar) ou rígida por doença, a bacia não consegue se inclinar ao mudar de posição. A taça fica numa orientação fixa, que pode ficar fora da faixa segura em alguma posição. Resultado: impacto e luxação. Por isso, a artrodese lombar, principalmente longa ou incluindo o sacro, é um fator de risco importante de luxação depois da artroplastia.
Como planejar: radiografias em pé e sentado mostram quanto a bacia se move. Nos pacientes de risco, o cirurgião ajusta a posição da taça e pode usar cabeças maiores ou próteses de dupla mobilidade, mais estáveis.
Na prova: a artrodese lombar altera a anteversão funcional da taça e aumenta o risco de luxação.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo