Em pacientes submetidos a artroplastia de RESURFACING do quadril o risco de luxação é cerca de?
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Conceito-chave
O resurfacing (ou "recapeamento") do quadril é um tipo de prótese que preserva o colo do fêmur. Em vez de cortar a cabeça e colocar uma haste dentro do osso, o cirurgião apenas raspa a cabeça e a cobre com uma capa de metal. Essa capa articula com uma taça também de metal (um par metal com metal).
Por que ele luxa tão pouco? Porque a capa mantém o tamanho natural da cabeça, que é bem maior que a cabeça de uma prótese total convencional. Uma cabeça maior traz duas vantagens:
uma jump distance maior: a cabeça precisa se deslocar mais (cerca do próprio raio) até chegar à borda da taça e escapar;
uma melhor relação cabeça-colo: o colo demora mais a bater na borda da taça.
Resultado: a taxa de luxação fica bem abaixo de 1%, em torno de 0,3%, enquanto na prótese total convencional fica em torno de 2% a 3%.
Mas o resurfacing tem problemas próprios:
fratura do colo do fêmur, a complicação mais típica, geralmente no primeiro ano;
íons metálicos (cobalto e cromo) no sangue, liberados pelo desgaste do metal;
reações nos tecidos às partículas metálicas, que podem formar massas chamadas pseudotumores;
necrose da cabeça, por lesão dos vasos no acesso.
Por isso, ele é indicado para um perfil restrito: homens jovens e ativos, com cabeça grande e osso de boa qualidade. Deve ser evitado em mulheres, cabeças pequenas, osteoporose e insuficiência renal.
Na prova: o risco de luxação após o resurfacing é de cerca de 0,3%.
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