Em relação à biomecânica do quadril
- o peso corporal é equilibrado pela força dos músculos abdutores
- na marcha antálgica, o centro de gravidade é deslocado medialmente
- no quadril em equilíbrio, a força da musculatura abdutora deve ser igual a do peso corporal
- a magnitude da força compressiva sobre o quadril é resultado da soma vetorial das forças da musculatura adutora e do peso corporal
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Conceito-chave
Quando apoiamos o peso numa perna só (o que acontece a cada passo), o quadril funciona como uma gangorra de braços desiguais:
o ponto de apoio é a cabeça do fêmur;
de um lado, o peso do corpo age a partir do centro do corpo e tenta fazer a bacia cair para o lado da perna que está no ar. Seu braço de alavanca é longo;
do outro lado, os músculos abdutores (principalmente o glúteo médio), presos no trocânter maior, puxam para manter a bacia nivelada. Seu braço de alavanca é curto, cerca de três vezes menor.
Portanto, o peso do corpo é equilibrado pelos abdutores. Como o braço deles é bem menor, a força que eles precisam fazer é várias vezes maior que o peso do corpo. A força que chega à cabeça do fêmur é a soma do peso com a força dos abdutores, chegando a cerca de três a quatro vezes o peso corporal durante a marcha.
Como o paciente com dor compensa:
na marcha antálgica (para fugir da dor) ou no Trendelenburg compensado, ele inclina o tronco para o lado doente. Isso leva o centro de gravidade para fora, mais perto da cabeça do fêmur. O braço do peso encurta, os abdutores fazem menos força e a cabeça recebe menos carga;
a bengala na mão do lado oposto reduz muito a força que os abdutores precisam fazer.
Na prova: no apoio numa perna só, o peso do corpo é equilibrado pela força dos abdutores.
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