Na pubalgia observa-se a presença de
- tendinopatia dos abdutores
- tendinopatia dos rotadores externos
- cistos subcondrais na região da síntese
- redução do espaço articular da sínfi se pública
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Conceito-chave
A pubalgia é a dor na região do púbis, comum em atletas que chutam, aceleram e mudam de direção, como jogadores de futebol. Uma de suas formas é a osteíte púbica, uma resposta da sínfise púbica (a articulação da frente da bacia, entre os dois ossos púbicos) à sobrecarga repetida.
Por que a sínfise sofre? Sobre ela se prendem dois músculos que puxam em sentidos opostos: o reto do abdome, por cima, e o adutor longo (músculo da parte de dentro da coxa), por baixo. A cada movimento, essa disputa sobrecarrega o osso e os tecidos ao redor.
O que os exames mostram:
na radiografia: bordas da sínfise irregulares, áreas mais densas (esclerose), erosões e cistos subcondrais (pequenas cavidades no osso logo abaixo da superfície articular). Às vezes a sínfise fica alargada;
na radiografia em flamingo (o paciente apoiado numa perna só): um desnível maior que 2 mm entre os dois púbis indica instabilidade;
na ressonância: edema do osso ao lado da sínfise, o sinal da fenda (lesão do envoltório do disco) e lesão dos tendões do adutor longo e do reto do abdome.
Outros diagnósticos que precisam ser lembrados: a hérnia do esportista (fraqueza da parede do canal inguinal), o impacto femoroacetabular (que muitas vezes coexiste), a fratura por estresse do ramo do púbis e a infecção da sínfise.
Tratamento: repouso relativo e reabilitação, fortalecendo o tronco e os adutores, por algumas semanas a meses. A cirurgia fica para quem não melhora depois de muito tempo.
Na prova: na pubalgia, observam-se cistos subcondrais na região da sínfise.
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