A deformidade do impacto femoroacetabular tipo “came” é mais bem evidenciada pela
- radiografia simples.
- ressonância magnética.
- artrorressonância magnética.
- tomografia computadorizada 3-D.
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Conceito-chave
No impacto femoroacetabular do tipo came (cam), a junção entre a cabeça e o colo do fêmur perde a curva normal e forma uma giba, um ressalto de osso, geralmente na parte da frente e de cima. Quando o quadril dobra, essa giba entra no acetábulo e machuca a cartilagem e o lábio (o anel de cartilagem na borda do acetábulo). A medida mais usada para quantificar a giba é o ângulo alfa, que fica anormal acima de cerca de 55° a 60°.
Cada exame mostra uma parte do problema:
Radiografia (com incidências especiais, como a de Dunn e o perfil cross-table): serve para rastrear. O problema é que ela mostra o contorno do osso só na direção do raio, e a giba pode estar num ponto que a incidência não pega.
Ressonância magnética: ótima para as partes moles (lábio, cartilagem e edema) e permite medir o ângulo alfa em cortes radiais.
Artrorressonância (ressonância com contraste injetado na articulação): mostra o lábio e a cartilagem com ainda mais detalhe.
Tomografia com reconstrução em 3D: mostra a forma do osso inteira. É possível girar o fêmur na tela e ver a giba de todos os ângulos, com sua localização e extensão exatas. Também mede a versão femoral (o quanto o colo aponta para a frente), que influencia o tipo de impacto.
Por isso, quando a pergunta é qual exame evidencia melhor a deformidade óssea do came, a resposta é a tomografia 3D. Ela é muito usada para planejar a cirurgia (a osteocondroplastia), decidindo quanto osso retirar e onde.
Na prova: a deformidade do came é mais bem vista na tomografia com reconstrução 3D; lábio e cartilagem, na artrorressonância.
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