No pé torto residual da criança maior, a correção passa a depender quase sempre de osteotomias a partir dos
- 2 anos.
- 3 anos.
- 5 anos.
- 10 anos.
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Conceito-chave
Diante de um pé torto residual, a primeira pergunta é a idade, porque ela define se ainda há partes moles para liberar ou se o osso já se adaptou à deformidade.
As faixas do Campbell. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 31 (Congenital Anomalies of the Lower Extremity, Congenital Clubfoot) (p. 1059) organiza a decisão assim:
- 2 a 3 anos: ainda cabe liberação extensa de partes moles;
- 3 a 5 anos: zona cinzenta, em que se combinam liberação e procedimento ósseo conforme o pé;
- acima de 5 anos: a correção depende quase sempre de osteotomias;
- acima de 10 anos, com várias deformidades: tríplice artrodese.
O mecanismo. No lactente, os ossos são em grande parte cartilagem e se remodelam quando as partes moles são soltas e o pé é mantido alinhado. Com os anos, os ossos crescem na posição errada: o calcâneo, o cuboide e a cabeça do tálus ganham a forma da deformidade. A partir daí, liberar ligamentos não basta, porque o osso dismórfico não se encaixa na posição corrigida, e a correção tem de ser feita no próprio osso (encurtamento da coluna lateral, osteotomia do calcâneo, osteotomias do mediopé).
A visão do Tachdjian. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 19 (Disorders of the Foot, Congenital Talipes Equinovarus) (p. 721 e 722) opera o pé primário antes dos 12 meses e lembra que cada cirurgia soma rigidez; por isso aceita deformidade residual até cerca de 10 anos para uma correção óssea única (p. 731). Os dois livros convergem: na criança maior, o tratamento passa a ser ósseo.
Por que esta questão foi criada. O acervo só tem uma questão sobre o pé residual; as faixas de idade são o eixo que organiza todos os procedimentos de sequela e ainda não foram cobradas.
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