O sobrecrescimento médio da tíbia após fratura diafisária na criança é de cerca de
- 1,5 mm.
- 15 mm.
- 4,5 mm.
- 25 mm.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A hiperemia do reparo da fratura estimula as fises do membro e acelera o crescimento, sobretudo na criança pequena. Na tíbia, esse efeito existe, mas é menor que no fêmur de crianças da mesma idade.
O Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (cap. 29) traz os números e os fatores:
- SHANNAK: aceleração média do crescimento da tíbia de cerca de 4,5 mm;
- fraturas cominutas têm o maior risco de sobrecrescimento;
- crianças mais novas crescem mais (SWAAN e OPPERS); a aceleração ocorre em geral abaixo de 10 anos, e as mais velhas podem ter leve inibição do crescimento;
- fraturas que consolidam encurtadas estimulam mais a fise do que as sem encurtamento;
- a angulação na consolidação não parece mudar o sobrecrescimento.
O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed. (cap. 38, p. 1466) cita a mesma série de gesso inguinopodálico: o encurtamento inicial de 10 mm foi compensado total ou parcialmente pela aceleração do crescimento, e classifica a deformidade angular tardia e o sobrecrescimento como as duas complicações próprias da criança.
Isso explica a Tabela 29-5, que aceita até 10 mm de encurtamento abaixo de 8 anos e só 5 mm a partir dos 8: o sobrecrescimento médio é pequeno e diminui com a idade, e encurtar demais não se compensa.
Por que esta questão foi criada. O sobrecrescimento é cobrado no fêmur; o número menor da tíbia explica por que os limites de encurtamento dela são mais estreitos.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo