Menina de 4 anos consolidou uma fratura metafisária proximal da tíbia e, 8 meses depois, apresenta valgo progressivo do joelho, sem dor. A conduta recomendada nesse momento é
- observação clínica, com a família orientada sobre a correção espontânea esperada
- órtese de joelho noturna até a correção
- osteotomia varizante da tíbia proximal
- hemiepifisiodese lateral da tíbia proximal
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Conceito-chave
Oito meses depois de uma fratura metafisária proximal da tíbia, o valgo progressivo pode estar na fase esperada do fenômeno de Cozen. O resumo descreve aparecimento evidente por volta de seis meses, progressão até 18 a 24 meses e correção gradual posterior. Nessa criança de quatro anos, sem outro problema apresentado, a conduta é observar e orientar a família (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 29, O valgo pós-fratura).
A deformidade pode surgir mesmo depois de bom alinhamento inicial. Crescimento fisário assimétrico é uma explicação importante e evita culpar automaticamente a redução. Ao mesmo tempo, a possibilidade de remodelação torna inadequado tratar toda progressão inicial como falha que exige correção imediata.
A órtese não modifica a história natural descrita. A osteotomia precoce, na criança com crescimento restante, pode recidivar e já foi associada a complicações importantes. O capítulo reserva a discussão cirúrgica para depois de 18 meses e desvio relevante do eixo, preferindo hemiepifisiodese medial.
A vigilância acompanha evolução do eixo e sintomas, sem prometer correção obrigatória em cada paciente. Avisar a família desde o início ajuda a compreender por que observar pode ser a melhor decisão mesmo enquanto o valgo aumenta.
Por que esta questão foi criada. Transforma a história natural do valgo de Cozen em uma decisão de conduta, distinguindo progressão inicial de indicação cirúrgica tardia.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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