Menino de 4 anos com fratura da diáfise do fêmur é tratado com gesso pelvipodálico. Segundo a tabela de angulação aceitável do Rockwood, os limites para essa idade são
- varo ou valgo de 15 graus, angulação anterior ou posterior de 20 graus e encurtamento de 20 mm
- varo ou valgo de 30 graus, angulação anterior ou posterior de 30 graus e encurtamento de 15 mm
- varo ou valgo de 10 graus, angulação anterior ou posterior de 15 graus e encurtamento de 15 mm
- varo ou valgo de 5 graus, angulação anterior ou posterior de 10 graus e encurtamento de 10 mm
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A criança tem quatro anos, portanto a linha aplicável é a de 2 a 5 anos da Tabela 25-2: 15 graus de varo ou valgo, 20 graus de angulação anterior ou posterior e 20 mm de encurtamento. São três medidas diferentes: ângulo no plano coronal, ângulo no plano sagital e perda de comprimento (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 25, Tabela 25-2).
A diferença entre os planos tem fundamento. A remodelação é melhor no plano de movimento das articulações vizinhas, quadril e joelho; por isso a tabela aceita mais angulação anterior ou posterior que varo ou valgo nessa idade. O crescimento restante também permite compensar parte do encurtamento, mas não transforma qualquer desvio em aceitável.
A idade deve ser lida antes dos números. Os limites diminuem à medida que a criança se aproxima da maturidade. A linha do lactente não pode ser aplicada ao pré-escolar, e a do adolescente não deve ser exigida como se um menino de quatro anos tivesse a mesma capacidade de remodelação.
Esses valores respondem à pergunta sobre tolerância de alinhamento, não substituem a avaliação da estabilidade da fratura, pele, edema e evolução no gesso. O acompanhamento continua necessário, pois uma redução inicialmente aceitável pode perder posição.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo