Segundo o capítulo, a fasciotomia profilática do compartimento anterior na fixação da fratura da tuberosidade da tíbia
- deve ser feita em todos os casos, pelo risco da recorrente tibial anterior
- está indicada sempre que houver desvio maior que 2 mm
- parece desnecessária na maioria e ficaria para os tipos IV ou V de OGDEN com cortical posterior rompida
- foi abandonada porque a síndrome compartimental só ocorre na fratura metafisária
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Conceito-chave
Um adolescente vai ser operado de uma fratura da tuberosidade. O residente lembra que essa fratura "dá síndrome compartimental" e pergunta se não é melhor abrir a fáscia do compartimento anterior já na cirurgia. A 10ª edição traz a resposta mais recente, e ela mudou.
De onde veio a ideia. A tuberosidade é irrigada por um plexo que nasce da recorrente tibial anterior, que cruza sua base. Na avulsão, esse vaso pode sangrar para o compartimento anterior, e a isquemia vem pela síndrome compartimental. Por isso se descreveu a fasciotomia profilática do compartimento anterior no momento da redução aberta (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 27, seção Management of Adverse Outcomes).
O que os dados mostram. O capítulo diz que a literatura recente sugere que essa prática pode ser desnecessária, e que ela ficaria indicada só nas fraturas de OGDEN tipo IV ou V em que a cortical posterior foi rompida. Numa série de 49 fraturas OGDEN I a III em 12 anos, 13 tiveram fasciotomia profilática, 8 delas já com ruptura traumática da fáscia, e não houve nenhum caso de síndrome compartimental, parada do crescimento ou recurvato. Na revisão sistemática de 336 fraturas, a síndrome compartimental foi 0%, e outra série de 241 crianças teve 0,4%.
O que continua valendo. Vigilância. Todos os pacientes com fratura da fise proximal ou avulsão desviada da tuberosidade ficam internados, com gesso aberto ou acolchoado e avaliação seriada dos compartimentos nas primeiras 24 horas, lembrando que uma lesão nervosa pode atrapalhar o exame. Na via de acesso, pode-se liberar a fáscia da face lateral da tíbia se houver preocupação.
Por que esta questão foi criada. A banca já cobrou a artéria ligada à síndrome compartimental da tuberosidade (TEOT 2024, `pediatria-0560`) e a síndrome compartimental como complicação (TEOT 2025, `pediatria-0918`). Esta questão de projeção traz a posição atualizada da 10ª edição sobre a fasciotomia profilática.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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