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Questão de Fraturas do antebraço e punho na criança (ENARE Cirurgia da Mão 2022)

Ortopedia pediátricaFraturas do antebraço e punho na criançaENARE Cirurgia da Mão 2022

Criança de 5 anos, vítima de queda do mesmo nível, apresenta fratura dos ossos do antebraço. Assinale a alternativa que apresenta valores angulares máximos de deformidade tolerados nas projeções radiográficas Póstero-anterior e Perfil, respectivamente, nessa idade.

  1. 5º e 10º.
  2. 10º e 20º.
  3. 10º e 30º.
  4. 20º e 30º.
  5. 20º e 40º.
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Gabarito: D · 20º e 30º.

Conceito-chave

Em criança pequena, a fratura do antebraço tem um grande aliado: o osso remodela. O Rockwood & Wilkins lembra que a angulação residual é muito mais bem tolerada nas crianças mais novas, pelo maior potencial de remodelação (cap. 10, Indications). Quanto mais perto da fise e mais no plano de movimento da articulação, melhor a correção. Por isso, o limite aceito é maior no perfil do que no PA.

Os números, porém, não são unânimes. Uma revisão sistemática aponta a falta de dados para sustentar os limites na diáfise (Acceptable angulation criteria in pediatric midshaft forearm fractures). No rádio distal, são aceitos de 25 a 35 graus sagitais antes dos 5 anos (Rockwood & Wilkins, cap. 9, Tabela 9-1). Um estudo de 106 crianças tolerou até 30 graus de inclinação posterior antes dos 8 anos. Essas referências ficam muito perto da resposta da banca, de 20 graus no PA e 30 no perfil.

Cuidado para não generalizar para os mais velhos: as mesmas fontes caem para 10 a 15 graus na faixa de 9 a 13 anos.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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