Criança de 5 anos, vítima de queda do mesmo nível, apresenta fratura dos ossos do antebraço. Assinale a alternativa que apresenta valores angulares máximos de deformidade tolerados nas projeções radiográficas Póstero-anterior e Perfil, respectivamente, nessa idade.
- 5º e 10º.
- 10º e 20º.
- 10º e 30º.
- 20º e 30º.
- 20º e 40º.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Em criança pequena, a fratura do antebraço tem um grande aliado: o osso remodela. O Rockwood & Wilkins lembra que a angulação residual é muito mais bem tolerada nas crianças mais novas, pelo maior potencial de remodelação (cap. 10, Indications). Quanto mais perto da fise e mais no plano de movimento da articulação, melhor a correção. Por isso, o limite aceito é maior no perfil do que no PA.
Os números, porém, não são unânimes. Uma revisão sistemática aponta a falta de dados para sustentar os limites na diáfise (Acceptable angulation criteria in pediatric midshaft forearm fractures). No rádio distal, são aceitos de 25 a 35 graus sagitais antes dos 5 anos (Rockwood & Wilkins, cap. 9, Tabela 9-1). Um estudo de 106 crianças tolerou até 30 graus de inclinação posterior antes dos 8 anos. Essas referências ficam muito perto da resposta da banca, de 20 graus no PA e 30 no perfil.
Cuidado para não generalizar para os mais velhos: as mesmas fontes caem para 10 a 15 graus na faixa de 9 a 13 anos.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo