No descolamento epifisário total do úmero distal diagnosticado após 5 a 6 dias, com a epífise já sem mobilidade, a conduta recomendada é
- tala para conforto e osteotomia supracondiliana tardia, se necessária.
- redução fechada sob anestesia e fixação com dois fios laterais.
- redução aberta por via posterior e fixação com fios lisos.
- tração esquelética no olécrano até a consolidação.
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Conceito-chave
Tempo de evolução e mobilidade da epífise mudam a conduta. Na fratura aguda desviada, redução e fixação percutânea podem manter o alinhamento. Porém, quando o diagnóstico ocorre após 5 a 6 dias e a epífise já não se move, o capítulo recomenda não forçar a redução: usa-se tala para conforto e acompanha-se a evolução. Na preferência do autor, a mesma cautela já vale depois de 3 a 5 dias se não houver mobilidade livre.
A tentativa tardia de manipular ou abrir a lesão pode agredir a fise e o suprimento sanguíneo, causando parada de crescimento ou osteonecrose. Uma translação medial sem inclinação pode remodelar consideravelmente. Se persistir deformidade que precise de correção, considera-se osteotomia supracondiliana tardia. A palavra decisiva não é apenas o número de dias: é a associação do atraso com uma epífise já presa.
Por que esta questão foi criada. A situação tardia testa a mudança de objetivo: preservar fise e vascularização pode ser mais importante que buscar redução imediata a qualquer custo.
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