Na luxação posterior do cotovelo da criança é considerada complicação tardia o(a)
- lesão do nervo ulnar.
- lesão da artéria braquial.
- lesão do nervo mediano.
- diminuição do arco de movimento.
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Conceito-chave
O momento da complicação é o critério desta questão. Na luxação posterior, o deslocamento inicial pode estirar nervos e vasos. Essas lesões são problemas precoces, que devem ser examinados antes e depois da redução. Já a diminuição do arco de movimento costuma se tornar evidente durante a recuperação e é classificada como complicação tardia.
A perda mais habitual é de extensão. O resumo descreve que quase todos perdem algum grau, em geral até cerca de 10 graus, com menor repercussão que no adulto. Isso não significa que toda limitação seja uma sequela simples: articulação incongruente ou fragmento preso pode produzir perda importante e deve ser procurado quando o resultado não evolui como esperado.
A estratégia de tratamento procura reduzir o risco de rigidez: proteção inicial, redução concêntrica, avaliação de estabilidade e movimento ativo protegido relativamente cedo. O capítulo relaciona imobilização acima de duas semanas a pior extensão e descreve iniciar mobilização por volta de uma semana nos casos adequados.
“Precoce” não significa que o sintoma necessariamente desapareça cedo. Uma lesão nervosa do trauma pode persistir, e um encarceramento do mediano pode ser reconhecido tardiamente. A classificação da questão se refere ao tipo e ao mecanismo habitual da complicação, não à afirmação de que nenhum nervo possa gerar um problema tardio.
Na Biblioteca, compare a tabela de “Complicações da luxação” com “Depois da redução: mover cedo”. Uma organiza as complicações no tempo; a outra explica como o tratamento procura prevenir a principal sequela funcional.
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