Sobre o tratamento com placas nas fraturas diafisárias do fêmur de crianças acima dos 5 anos de idade, podemos afirmar que
- as placas submusculares são ideais para fraturas cominutivas instáveis ou oblíquas longas.
- placas laterais distais podem evoluir com deformidade em varo, por isso recomenda-se sua retirada após a consolidação.
- as placas convencionais, por via aberta, apresentam menor perda de sangue e falha do material do que as placas submusculares.
- há necessidade de no mínimo 4 ou 5 parafusos em cada lado da fratura, portanto, o uso de placas não é adequado para fraturas no terço proximal ou distal do fêmur.
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Conceito-chave
Uma fratura estável em comprimento consegue resistir a encurtamento quando recebe carga; uma cominuição ou obliquidade longa tende a deslizar e perder comprimento. Hastes elásticas funcionam bem em muitos padrões estáveis, mas podem controlar pior fraturas instáveis ou próximas das extremidades. A placa em ponte submuscular oferece outra solução: estabiliza os segmentos principais sem expor e desvascularizar todos os fragmentos intermediários.
A placa é introduzida por pequenas incisões, com redução indireta e preservação relativa do envelope periosteal. O objetivo não é comprimir cada fragmento, mas manter comprimento, eixo e rotação para permitir consolidação. Estudos de técnica e séries pediátricas sustentam seu uso em fraturas complexas, inclusive proximais ou distais.
Número de parafusos não é uma regra universal de quatro ou cinco por segmento; depende de comprimento da placa, qualidade da ancoragem, tipo de parafuso e extensão do fragmento. A retirada do material também é individualizada. Não se deve inferir um sentido único de deformidade por haver placa lateral, nem decidir somente pela idade acima de 5 anos.
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