Sobre o tratamento das fraturas do epicôndilo medial do úmero, podemos afirmar que
- a pseudartrose é frequente, após o tratamento conservador e causa muitos sintomas.
- redução aberta e fixação interna está reservada para casos acima de 2cm de desvio.
- A instabilidade tardia ocorre principalmente nos casos, onde o fragmento não é excisado.
- há consenso de que o tratamento cirúrgico é indicado nos casos de encarceramento do fragmento.
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Conceito-chave
O tratamento do epicôndilo medial exige separar quatro coisas: desvio, congruência, estabilidade e sintomas. O fragmento é a origem da massa flexora-pronadora e do colateral ulnar; por isso, a lesão pode alterar a resistência ao valgo. Porém, uma fratura com falha de consolidação óssea na radiografia não produz necessariamente dor ou incapacidade importantes. Da mesma forma, uma fratura pouco impressionante pode exigir cirurgia se o fragmento estiver dentro da articulação.
O resumo descreve consenso cirúrgico no encarceramento irredutível e preferência pelo tratamento sem cirurgia no desvio mínimo, menor que 2 mm. Entre esses extremos, o número de milímetros é apenas parte da decisão: demanda esportiva, dominância, instabilidade e exame do ulnar também importam. Não existe, nesse roteiro, uma regra que reserve toda cirurgia para desvios acima de 2 cm.
Pseudartrose radiográfica e pseudartrose sintomática não são equivalentes. A fonte cita seguimento longo com alta frequência de não consolidação e bons resultados funcionais. Isso não prova que toda pseudartrose seja inofensiva; mostra por que a presença na imagem, sozinha, não autoriza afirmar que a maioria causa muitos sintomas.
Por fim, excisar o fragmento não é uma garantia genérica contra instabilidade. O problema envolve o estabilizador medial preso a ele. Quando o capítulo descreve excisão em contextos específicos, associa reinserção ou avanço ligamentar; retirar o osso e esquecer as partes moles não resolve automaticamente a função do colateral.
Na Biblioteca, leia “Quem opera e quem não opera” e “Complicações do epicôndilo medial”. Procure diferenciar o achado radiográfico, a queixa funcional e o obstáculo mecânico intra-articular: cada um responde a uma pergunta clínica diferente.
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