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Questão de Displasias esqueléticas e síndromes (TARO 2008)

Ortopedia pediátricaDisplasias esqueléticas e síndromesTARO 2008

Na sinostose radiulnar proximal congênita, a complicação mais freqüente do tratamento com osteotomias derrotatórias é a

  1. pseudartrose.
  2. necrose da cabeça do rádio.
  3. perda da flexão do cotovelo.
  4. síndrome compartimental.
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Conceito-chave

A sinostose radioulnar congênita. É a fusão do rádio com a ulna, geralmente proximal, por falha da separação dos dois ossos durante a vida embrionária (eles começam como um molde cartilaginoso comum). É bilateral em cerca de 60% dos casos e pode se associar a síndromes, como as aneuploidias do cromossomo X.

O quadro clínico. O antebraço fica travado em pronação, sem rotação, com graus variáveis (de neutro a mais de 60° de pronação). A flexão e a extensão do cotovelo costumam ser normais. Muitas crianças compensam bem com o ombro e o punho e o diagnóstico é tardio, quando os pais notam que a criança pega objetos com a palma para baixo ou não consegue receber troco na mão.

Quando operar. A sinostose não pode ser desfeita com bons resultados: a ressecção da ponte óssea quase sempre recidiva. A cirurgia é uma osteotomia derrotatória, que muda a posição fixa do antebraço para uma posição mais funcional. Ela é indicada quando a pronação fixa é acentuada (geralmente acima de 60°) e causa limitação funcional.

A posição-alvo.

  • Unilateral: perto do neutro ou em leve pronação (cerca de 10 a 20°).
  • Bilateral: o lado dominante em leve pronação, para escrever e digitar; o outro mais próximo do neutro, para atividades da vida diária. As recomendações variam entre os autores.

As complicações da derrotação.

ComplicaçãoMecanismo
Síndrome compartimentalEdema após a rotação aguda num compartimento apertado
Comprometimento vascularTorção e estiramento das artérias radial e ulnar
Paresia nervosa (interósseo posterior, radial, ulnar)Estiramento pela rotação
Perda da correção, pseudoartroseMenos frequentes

Como reduzi-las. Limitar a magnitude da rotação aguda e corrigir grandes deformidades gradualmente ou em dois tempos. Fazer a osteotomia no local da sinostose ou na diáfise do rádio e da ulna, com encurtamento se necessário. Considerar a fasciotomia profilática e monitorar de perto o pós-operatório.

A questão do "mais frequente". A síndrome compartimental e o comprometimento vascular são as complicações clássicas e mais temidas da rotação aguda, e por isso a alternativa D é a provável resposta. Algumas revisões mais recentes, porém, relatam a paresia nervosa com frequência semelhante ou maior. Por isso, esta questão é discutível.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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