Na sinostose radiulnar proximal congênita, a complicação mais freqüente do tratamento com osteotomias derrotatórias é a
- pseudartrose.
- necrose da cabeça do rádio.
- perda da flexão do cotovelo.
- síndrome compartimental.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A sinostose radioulnar congênita. É a fusão do rádio com a ulna, geralmente proximal, por falha da separação dos dois ossos durante a vida embrionária (eles começam como um molde cartilaginoso comum). É bilateral em cerca de 60% dos casos e pode se associar a síndromes, como as aneuploidias do cromossomo X.
O quadro clínico. O antebraço fica travado em pronação, sem rotação, com graus variáveis (de neutro a mais de 60° de pronação). A flexão e a extensão do cotovelo costumam ser normais. Muitas crianças compensam bem com o ombro e o punho e o diagnóstico é tardio, quando os pais notam que a criança pega objetos com a palma para baixo ou não consegue receber troco na mão.
Quando operar. A sinostose não pode ser desfeita com bons resultados: a ressecção da ponte óssea quase sempre recidiva. A cirurgia é uma osteotomia derrotatória, que muda a posição fixa do antebraço para uma posição mais funcional. Ela é indicada quando a pronação fixa é acentuada (geralmente acima de 60°) e causa limitação funcional.
A posição-alvo.
- Unilateral: perto do neutro ou em leve pronação (cerca de 10 a 20°).
- Bilateral: o lado dominante em leve pronação, para escrever e digitar; o outro mais próximo do neutro, para atividades da vida diária. As recomendações variam entre os autores.
As complicações da derrotação.
| Complicação | Mecanismo |
|---|---|
| Síndrome compartimental | Edema após a rotação aguda num compartimento apertado |
| Comprometimento vascular | Torção e estiramento das artérias radial e ulnar |
| Paresia nervosa (interósseo posterior, radial, ulnar) | Estiramento pela rotação |
| Perda da correção, pseudoartrose | Menos frequentes |
Como reduzi-las. Limitar a magnitude da rotação aguda e corrigir grandes deformidades gradualmente ou em dois tempos. Fazer a osteotomia no local da sinostose ou na diáfise do rádio e da ulna, com encurtamento se necessário. Considerar a fasciotomia profilática e monitorar de perto o pós-operatório.
A questão do "mais frequente". A síndrome compartimental e o comprometimento vascular são as complicações clássicas e mais temidas da rotação aguda, e por isso a alternativa D é a provável resposta. Algumas revisões mais recentes, porém, relatam a paresia nervosa com frequência semelhante ou maior. Por isso, esta questão é discutível.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo