Na luxação congênita do quadril diagnosticada aos seis meses de idade, o sinal clínico mais importante é
- a limitação da abdução do quadril.
- o sinal de ORTOLANI positivo.
- a assimetria de pregas glúteas.
- a hiperlordose lombar.
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Conceito-chave
Luxação congênita do quadril aos seis meses. A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) muda de cara com o tempo. Nos primeiros meses, o quadril instável entra e sai do acetábulo; depois, se permanece luxado, as partes moles se adaptam e o quadril se fixa fora do lugar.
Por que Ortolani e Barlow perdem valor. As manobras dependem de partes moles frouxas que permitam ao quadril reduzir (Ortolani) ou luxar (Barlow). A partir de cerca de 3 meses, a contratura dos adutores e do iliopsoas e a adaptação capsular impedem esse movimento. O quadril continua luxado, mas as manobras ficam negativas.
Sinais do quadril luxado e fixo.
- Limitação da abdução em flexão: o sinal mais importante e confiável (abdução menor que 60 graus ou assimetria franca).
- Galeazzi: com quadris e joelhos fletidos, o joelho do lado luxado fica mais baixo (fêmur aparentemente curto).
- Assimetria de pregas glúteas e da coxa (pouco específica).
- Na criança que anda: claudicação, Trendelenburg, e na luxação bilateral, hiperlordose lombar e marcha anserina.
Exames. Aos seis meses, o núcleo de ossificação da cabeça começa a aparecer, e a radiografia passa a ser útil (linhas de Hilgenreiner e Perkins, índice acetabular, Shenton); a ultrassonografia vale até 4 a 6 meses.
Tratamento nessa idade. O suspensório de Pavlik tem eficácia menor após 6 meses; geralmente faz-se redução fechada sob anestesia, com artrografia, tenotomia dos adutores e gesso pelvipodálico em posição humana (Salter). Se não houver redução concêntrica estável, redução aberta.
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