Na paralisia cerebral, o quadril luxado apresenta
- o trocanter menor aumentado.
- diminuição do índice acetabular.
- menos dor que o quadril subluxado.
- retroversão femoral.
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Conceito-chave
O quadril na paralisia cerebral. O quadril do paciente com paralisia cerebral nasce normal; ele se desloca progressivamente pelo desequilíbrio muscular e pela falta de carga. É um quadril "paralítico", não displásico congênito.
Mecanismo.
- Adutores e iliopsoas espásticos (e isquiotibiais mediais) puxam o fêmur para adução e flexão, empurrando a cabeça para fora, geralmente posterossuperior.
- Abdutores e extensores fracos não equilibram.
- A ausência de marcha (Gross Motor Function Classification System, GMFCS IV e V) priva o quadril da carga que molda o acetábulo e o fêmur.
O risco de deslocamento acompanha o nível funcional: perto de zero no GMFCS I e até cerca de 90% no GMFCS V (Soo e colaboradores).
Alterações ósseas secundárias.
| Estrutura | Alteração |
|---|---|
| Colo femoral | Coxa valga e aumento da anteversão |
| Trocânter menor | Aumentado e proeminente, pela tração contínua do iliopsoas |
| Acetábulo | Displásico, índice acetabular aumentado, deficiência posterossuperior |
| Cabeça femoral | Deformada, achatada medialmente, erosão cartilaginosa |
Vigilância. Radiografia seriada da pelve (a cada 6 a 12 meses) com medida do índice de migração de Reimers (porcentagem da cabeça fora do acetábulo). Acima de 30% a 40%: liberação de adutores e iliopsoas; acima de 50% a 60% ou luxação: reconstrução (osteotomia femoral varizante e derrotativa com acetabuloplastia). Quadris luxados dolorosos e irreconstruíveis: ressecção da cabeça e colo ou osteotomia valgizante proximal.
Dor. Grande parte dos quadris luxados torna-se dolorosa com o tempo, pela erosão da cabeça; por isso, a prevenção é o objetivo.
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