Na síndrome de GRISEL,
- a criança freqüentemente está afebril.
- não existe espasmo muscular.
- a subluxação ocorre entre a segunda e a terceira vértebras cervicais.
- a redução espontânea ocorre na maioria das vezes.
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Conceito-chave
Síndrome de Grisel. É a subluxação rotatória atlantoaxial (C1 sobre C2) não traumática que surge após infecção da cabeça e do pescoço (faringite, amigdalite, otite, abscesso retrofaríngeo) ou cirurgias otorrinolaringológicas (adenoamigdalectomia). Afeta sobretudo crianças.
Fisiopatologia. A drenagem venosa e linfática da faringe se comunica com o plexo periodontoide. A inflamação chega aos ligamentos de C1-C2 (transverso, alares, cápsulas), causando hiperemia e frouxidão ligamentar e espasmo muscular reflexo. A articulação atlantoaxial, muito móvel em rotação, fica presa numa posição rodada.
Quadro clínico. Torcicolo doloroso após quadro infeccioso: cabeça inclinada para um lado e rodada para o outro (posição de "pássaro escutando", cock-robin), com o esternocleidomastoideo contraído do lado para o qual o queixo aponta (tentando corrigir a deformidade). Pode haver febre, pela infecção de base. Déficit neurológico é raro.
Diagnóstico. Tomografia dinâmica (com rotação para os dois lados) mostra se C1 e C2 se movem juntos (fixação). Classificação de Fielding e Hawkins (tipos I a IV, pelo deslocamento anterior ou posterior de C1).
Tratamento e evolução.
| Duração | Tratamento |
|---|---|
| Menos de 1 semana | Colar, analgésicos, anti-inflamatórios, tratamento da infecção |
| 1 semana a 1 mês | Tração cervical (cabresto) e depois colar ou halo |
| Mais de 1 mês ou recidiva | Tração com halo; artrodese C1-C2 se irredutível |
A maioria dos casos reduz espontaneamente ou com tratamento conservador, sobretudo se tratada precocemente.
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