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Questão de Fraturas da clavícula e do úmero proximal na criança (TEOT 2022)

Ortopedia pediátricaFraturas da clavícula e do úmero proximal na criançaTEOT 2022

Na fratura de clavícula no recém-nascido, o trauma ocorre no púbis da mãe e geralmente acomete o lado

  1. direito, na apresentação occipito-direita-posterior.
  2. direito, na apresentação occipito-esquerda-anterior.
  3. esquerdo, na apresentação occipito-direita-posterior.
  4. esquerdo, na apresentação occipito-esquerda-anterior.
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Gabarito: B · direito, na apresentação occipito-esquerda-anterior.

Conceito-chave

A pseudartrose congênita da clavícula é uma falha de união entre os dois centros de ossificação da clavícula, no terço médio. Aparece ao nascer ou logo depois como uma saliência indolor e móvel.

O perfil:

lado: quase sempre o direito; o esquerdo aparece praticamente só quando há dextrocardia ou situs inversus;

sexo: mais comum no feminino;

bilateral: raro;

neurofibromatose: sem relação, ao contrário da pseudartrose congênita da tíbia.

A explicação mais aceita: a artéria subclávia direita passa mais alta e mais perto da clavícula; sua pulsação impediria a união dos dois centros. Por isso o lado acompanha a posição do coração.

Os diferenciais:

fratura obstétrica: dói, a criança não mexe o braço (pseudoparalisia) e forma calo em 2 a 3 semanas;

disostose cleidocraniana: falha na parte lateral da clavícula, em geral bilateral, com fontanelas abertas.

O tratamento: sem dor, observar. Com dor ou deformidade incômoda, em geral entre 3 e 6 anos: ressecção do foco, enxerto ósseo e fixação, com alta taxa de consolidação.

Como diferenciar na prática.

CondiçãoAchados
Pseudartrose congênitaSaliência indolor e móvel no terço médio, presente desde o nascimento, sem calo; lado direito
Fratura obstétricaDor, pseudoparalisia, crepitação; calo palpável em 7 a 14 dias
Disostose cleidocranianaDefeito geralmente bilateral, na parte lateral; fontanelas abertas, dentes supranumerários

A radiografia da pseudartrose congênita mostra as duas extremidades arredondadas, alargadas e escleróticas, sem calo, o que a distingue da fratura (bordas agudas e calo em formação).

A fratura da clavícula é a fratura mais comum do parto. Ela acontece quando o ombro do bebê é comprimido contra a sínfise púbica da mãe, que funciona como um fulcro.

Por que o lado direito: na apresentação cefálica mais frequente, a occipito-esquerda-anterior (a nuca do bebê voltada para a frente e para a esquerda da mãe), o ombro direito do bebê fica voltado para a frente e desce apoiado contra a sínfise púbica. A força se concentra na clavícula direita, a mais acometida.

Os fatores de risco: macrossomia (bebê grande), distocia de ombro e parto instrumentado (fórceps, vácuo).

O quadro: o recém-nascido mexe menos o braço (pseudoparalisia), o que imita a paralisia obstétrica do plexo braquial; o reflexo de Moro fica assimétrico. Em poucos dias, aparece um calo palpável, que confirma a fratura.

O tratamento: só proteger o membro por 1 a 2 semanas (por exemplo, prendendo a manga da roupa); a consolidação é rápida e a remodelação, completa.

O diferencial: a pseudartrose congênita da clavícula, também quase sempre à direita, mas indolor e sem calo.

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