0 torcicolo muscular congênito acomete mais frequentemente o esternocleidomastoídeo
- nas três porções.
- na inserção esternal.
- na inserção occipital.
- na inserção clavicular.
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Conceito-chave
O torcicolo muscular congênito. É a causa mais comum de torcicolo no lactente e é indolor. Resulta da fibrose do músculo esternocleidomastoideo (ECM), provavelmente por uma síndrome compartimental intrauterina ou de parto: o músculo fica encurtado.
A apresentação.
- Cabeça inclinada para o mesmo lado do ECM acometido e queixo rodado para o lado oposto (o ECM inclina a cabeça para o seu lado e gira a face para o lado contrário).
- Nódulo ou massa (a "oliva" ou pseudotumor) palpável no ventre do ECM, que aparece nas primeiras semanas de vida (geralmente entre 2 e 4 semanas) e regride em alguns meses.
- Plagiocefalia e assimetria facial podem se desenvolver se não tratado.
- Associações: displasia do desenvolvimento do quadril (cerca de 10% a 20%), metatarso aduto, parto difícil ou pélvico (doenças do "aperto" intrauterino).
O diagnóstico diferencial (torcicolo não muscular).
| Causa | Pista |
|---|---|
| Anomalias ósseas (Klippel-Feil, hemivértebra) | Rigidez, radiografia alterada |
| Torcicolo ocular (paralisia do IV nervo) | Corrige quando um olho é tapado |
| Subluxação rotatória C1-C2 (Grisel) | Doloroso, após infecção ou trauma |
| Tumor de fossa posterior, síndrome de Sandifer (refluxo) | Sinais neurológicos ou relação com alimentação |
O tratamento. O alongamento passivo e o posicionamento resolvem mais de 90% dos casos no primeiro ano. A cirurgia (liberação do ECM, uni ou bipolar) fica para o torcicolo persistente após 1 ano, com restrição significativa da rotação ou assimetria facial progressiva.
A anatomia do esternocleidomastoideo. O músculo tem duas cabeças de origem: a esternal (no manúbrio) e a clavicular (no terço medial da clavícula), que se unem e se inserem no processo mastoide e na linha nucal superior. A fibrose do torcicolo muscular congênito acomete mais frequentemente a porção esternal (inferior), onde se palpa o nódulo; na cirurgia, a liberação distal secciona as duas cabeças junto ao esterno e à clavícula, e a bipolar acrescenta a liberação na mastoide.
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