Na criança, o sobrecrescimento ósseo observado após amputação traumática ocorre mais frequentemente
- no úmero.
- no rádio.
- no fêmur.
- na tíbia.
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Conceito-chave
O sobrecrescimento ósseo do coto. Na criança, a amputação transdiafisária (através da diáfise) tem uma complicação própria, o sobrecrescimento ósseo (overgrowth). A ponta do osso cortado continua formando osso novo por aposição, a partir do periósteo e do endósteo, e fica fina e pontiaguda. Com o tempo, ela tensiona e pode furar a pele, com dor, formação de bursa, úlcera e dificuldade para usar a prótese.
Não vem da fise. O problema não é o crescimento longitudinal pela placa fisária. É a formação de osso na extremidade cortada. Por isso, ele não ocorre nas desarticulações, em que nenhum osso é cortado e a cartilagem articular cobre a extremidade.
A frequência por osso.
| Ordem | Osso |
|---|---|
| 1º | Úmero (o mais comum) |
| 2º | Fíbula |
| 3º | Tíbia |
| 4º | Fêmur |
O rádio e a ulna são acometidos com menos frequência.
Quem tem mais risco. O risco é maior na amputação adquirida (traumática) do que na congênita e na criança mais nova, com mais crescimento pela frente. Ele diminui com a maturidade esquelética. Muitas crianças precisam de mais de uma revisão do coto ao longo do crescimento.
Como prevenir e tratar.
- Preferir a desarticulação à amputação transdiafisária quando ela for funcionalmente aceitável, como no joelho em vez da coxa. A desarticulação também preserva a fise distal do coto, que segue crescendo.
- Revisão do coto: ressecar a ponta óssea pontiaguda. A recidiva é comum.
- Capeamento: cobrir a extremidade com um enxerto osteocondral, de uma parte amputada ou de um doador como a crista ilíaca ou a cabeça de um metatarso. A "tampa" de cartilagem reduz a recidiva.
Outras particularidades da amputação na criança. As crianças se adaptam bem às próteses. Os neuromas dolorosos e a dor fantasma são menos frequentes que no adulto. A prótese precisa ser trocada várias vezes por causa do crescimento.
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