Na fratura metafisária proximal da tíbia da criança, a deformidade em valgo frequentemente é maior aos
- 6 meses e melhora após um ano da lesão.
- 12 meses e melhora após dois anos da lesão.
- 18 meses e melhora após quatro anos da lesão.
- 24 meses e melhora após seis anos da lesão.
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Conceito-chave
A fratura da metáfise proximal da tíbia (fratura de Cozen). É uma fratura aparentemente simples, típica de crianças de 3 a 6 anos, muitas vezes em galho verde ou incompleta, com abertura da cortical medial. O seu problema é o valgo progressivo que aparece nos meses seguintes, mesmo quando a fratura foi bem reduzida: o fenômeno de Cozen.
As causas propostas para o valgo.
| Teoria | Explicação |
|---|---|
| Hipercrescimento medial | A hiperemia da consolidação estimula mais a fise do lado medial da tíbia |
| Interposição de partes moles | Pata de ganso (sartório, grácil e semitendíneo), periósteo ou colateral medial presos no foco medial, impedindo o fechamento |
| Fíbula íntegra | Funciona como tirante lateral e limita o crescimento lateral |
| Redução incompleta | O foco medial fica aberto (valgo residual) |
A evolução natural. O valgo aparece nos primeiros 6 a 12 meses, atinge o máximo em até 18 a 24 meses e, na maioria das crianças, corrige espontaneamente de forma parcial ou completa ao longo de vários anos, à medida que a tíbia cresce e remodela.
O tratamento.
- Avisar os pais desde o início que o valgo pode surgir, mesmo com tratamento correto.
- Redução fechada sob anestesia, com o joelho em extensão e força em varo, fechando a cortical medial; gesso inguinopodálico moldado em varo.
- Se a cortical medial não fecha, suspeitar de interposição (pata de ganso, periósteo): a exploração e a liberação podem ser necessárias.
- No valgo estabelecido, observar por pelo menos 18 a 24 meses; se não corrigir e for grave, hemiepifisiodese medial (placa em 8) ou osteotomia (com risco de recidiva). A osteotomia precoce é evitada, porque o valgo tende a voltar.
A cronologia do valgo. O valgo começa a aparecer nas primeiras semanas a meses após a consolidação, atinge o máximo por volta de 12 meses (em algumas séries, até 18 meses) e, a partir daí, tende a melhorar de forma espontânea e gradual, com correção parcial ou completa observada sobretudo após 2 anos da lesão e continuando por vários anos. Esse padrão justifica a observação prolongada antes de qualquer cirurgia corretiva.
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