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Questão de Lesões fisárias (TARO 2019)

Ortopedia pediátricaLesões fisáriasTARO 2019

As lesões fisárias da extremidade distal do fêmur no adolescente são provocadas frequentemente por forças de

  1. tração.
  2. compressão.
  3. varo e valgo.
  4. flexão e extensão.
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Gabarito: C · varo e valgo.

Conceito-chave

No adolescente, as forças que mais frequentemente produzem lesão da fise distal do fêmur são varo e valgo, muitas vezes acompanhadas de torção. O joelho sofre uma abertura de um lado e compressão do outro, e os ligamentos presos à epífise transmitem essa carga à fise (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 26, O mecanismo: o ligamento é mais forte que a fise).

A diferença para o adulto está no elo que cede. Com a fise aberta, o ligamento resiste mais à tração que a própria fise. Num trauma em valgo, a tração medial pode separar a região fisária, enquanto o lado lateral é comprimido. Com a fise fechada, a mesma força pode romper o colateral. Por isso, dor fisária após valgo não deve ser interpretada automaticamente como simples entorse ligamentar.

Flexão e extensão também podem causar lesões. A hiperextensão, por exemplo, leva o desvio ao plano sagital e tem relevância vascular, pois pode empurrar a metáfise contra a poplítea. Essa importância não a transforma no mecanismo mais frequente solicitado.

A classificação ajuda a não confundir os conceitos: o tipo V é a lesão por compressão da fise, mas é pouco frequente. A pergunta é sobre as forças predominantes no adolescente, não sobre qualquer mecanismo possível nem o padrão de maior risco imediato.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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