Na fratura da diáfise do úmero na criança, aceita-se desvio em rotação medial de
- 15 graus e 20 graus de varo.
- 15 graus e 40 graus de varo.
- 30 graus e 20 graus de valgo.
- 30 graus e 40 graus de valgo.
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Conceito-chave
A fratura da diáfise do úmero na criança. É relativamente pouco comum. Nos recém-nascidos, pode ocorrer no parto. Nas crianças pequenas que ainda não andam, deve levantar a suspeita de maus-tratos. Nas maiores, vem de trauma direto ou quedas. A fratura espiral por torção também ocorre.
Por que se aceita tanto desvio. O úmero da criança tem grande potencial de remodelação, por três motivos:
- A fise proximal do úmero responde por cerca de 80% do crescimento do osso, e remodela muito.
- O ombro é muito móvel e compensa desvios de rotação e de angulação. Um pequeno desvio rotacional é compensado pela rotação do ombro.
- O braço não suporta peso, e pequenos desvios não têm repercussão funcional nem estética visível.
Os desvios aceitáveis na criança.
- Rotação: até cerca de 15°.
- Angulação: até cerca de 20° de varo (e algo semelhante em outros planos), sobretudo nas crianças mais novas. Nas mais velhas e nos adolescentes, os limites são menores.
- Encurtamento: até cerca de 2 cm, compensado pelo crescimento e sem importância funcional no membro superior.
- Aposição: o contato baioneta é aceito na criança pequena.
O tratamento. A grande maioria é tratada sem cirurgia:
- Recém-nascido: imobilização simples, prendendo o braço ao tronco por 2 a 3 semanas. Consolida rapidamente.
- Criança: tala em U (pinça de confeiteiro), gesso pendente ou órtese funcional (de Sarmiento), com a gravidade ajudando a alinhar.
- Cirurgia (hastes flexíveis, raramente placa): fraturas expostas, politrauma, lesões vasculares, cotovelo flutuante, adolescentes com desvio inaceitável.
O nervo radial. Contorna o úmero no sulco espiral, na junção do terço médio com o distal. Está em risco nas fraturas desse nível (a fratura de Holstein-Lewis no adulto). Na criança, a paralisia associada à fratura é geralmente uma neuropraxia e se recupera espontaneamente. Por isso, a conduta inicial é observar.
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