Nas fraturas fisárias de SALTER-HARRIS I e II, a localização mais frágil da placa de crescimento é a
- camada de repouso.
- camada de proliferação.
- zona de cartilagem calcificada da camada hipertrófica.
- zona de cartilagem hipertrófica da camada hipertrófica.
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Conceito-chave
A estrutura da fise. A placa de crescimento (fise) é a cartilagem entre a epífise e a metáfise responsável pelo crescimento longitudinal do osso. Ela tem camadas com funções distintas:
| Zona | Função |
|---|---|
| Germinativa (de reserva) | Células-tronco; armazenamento; nutrida pelos vasos epifisários |
| Proliferativa | Os condrócitos se dividem e se empilham em colunas: é o crescimento longitudinal |
| Hipertrófica | Os condrócitos aumentam de volume, a matriz se calcifica: é a zona mais fraca, onde ocorre a maioria das fraturas fisárias e o deslizamento da epifisiólise |
| Ossificação provisória | Vasos metafisários invadem e o osso substitui a cartilagem |
A periferia da fise: duas estruturas diferentes.
- Zona (sulco) de Ranvier: um grupo de células em forma de cunha na borda da fise, que fornece condrócitos para o crescimento da fise em largura (crescimento latitudinal).
- Anel pericondral de LaCroix: uma faixa fibrosa e densa, contínua com o periósteo da metáfise, que envolve a fise na junção osso-cartilagem. É a estrutura que dá suporte mecânico e estabilidade a essa junção, resistindo às forças de cisalhamento.
Os processos mamilares. São as ondulações da fise (sobretudo no fêmur distal) que se encaixam na metáfise e aumentam a resistência ao cisalhamento; contribuem para a estabilidade, mas a estrutura que garante a estabilidade da junção na periferia é o anel de LaCroix.
A importância clínica.
- Na adolescência, o anel de LaCroix afina, e a fise fica mais vulnerável ao cisalhamento: é um dos fatores da epifisiólise proximal do fêmur.
- Lesões da periferia da fise (como a tipo VI de Rang, por abrasão ou queimadura do anel pericondral) formam barras ósseas periféricas e deformidade angular.
Onde a fise é mais fraca. A zona hipertrófica é a mais frágil, porque os condrócitos aumentados ocupam a maior parte do volume e a matriz entre eles é escassa. Dentro dela, o ponto mais fraco é a transição para a zona de cartilagem calcificada (calcificação provisória), onde a matriz já está calcificada mas ainda não foi substituída por osso. É por essa região que passa o traço das fraturas Salter-Harris I e II. Como a camada germinativa fica do lado da epífise, ela é poupada, e o crescimento costuma continuar normalmente, o que explica o bom prognóstico desses tipos (com exceções, como o fêmur distal).
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