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Questão de Fraturas do pé na criança (TARO 2015)

Ortopedia pediátricaFraturas do pé na criançaTARO 2015

A fratura de estresse no pé da criança geralmente ocorre

  1. no colo do segundo metatarsal.
  2. no colo do terceiro metatarsal.
  3. na diáfise do segundo metatarsal.
  4. na diáfise do terceiro metatarsal.
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Gabarito: A · no colo do segundo metatarsal.

Conceito-chave

A fratura de estresse. É uma fratura que surge de cargas repetidas sobre um osso normal, sem um trauma único. O osso sofre microlesões mais rápido do que consegue reparar. Na criança e no adolescente, aparece com a prática esportiva intensa ou com uma mudança brusca de atividade (por exemplo, o início de uma nova modalidade, longas caminhadas ou corridas).

Onde ocorre no pé.

  • O segundo metatarso é o local mais comum, seguido do terceiro. É a clássica "fratura de marcha", descrita em recrutas militares.
  • O local mais frequente é o colo e a diáfise distal do metatarso. Na criança, o colo do segundo metatarso é o local típico.
  • Também ocorre no calcâneo (em crianças pequenas), na tíbia proximal (a mais comum do membro inferior na criança) e na fíbula distal.

Por que o segundo metatarso. É o metatarso mais longo e o menos móvel: sua base fica encaixada como uma "pedra fundamental" entre os cuneiformes. Recebe muita carga na fase final do apoio, quando o calcanhar se eleva e o peso passa para o antepé, e não consegue se mover para dissipar a força. Um primeiro metatarso curto ou hipermóvel (pé de Morton) aumenta a carga sobre o segundo.

O quadro clínico. Dor no antepé que piora com a atividade e melhora com o repouso, edema dorsal e dor à palpação sobre o metatarso.

O diagnóstico.

  • A radiografia inicial costuma ser normal. Depois de 2 a 3 semanas, aparece o calo periosteal ou uma linha esclerótica.
  • A ressonância ou a cintilografia confirmam o diagnóstico precoce.

O tratamento. Repouso relativo, bota imobilizadora ou calçado rígido por 4 a 6 semanas e retorno gradual. Raramente é preciso imobilizar com gesso. Investigar e corrigir os fatores de risco: erro de treino, calçado, alinhamento do pé e, nas meninas atletas, a tríade (baixa disponibilidade de energia, irregularidade menstrual, baixa densidade óssea).

A exceção importante. A fratura de estresse da base do quinto metatarso (junção metáfise-diáfise, zona de Jones) tem má irrigação e tende à pseudoartrose. Exige tratamento mais rigoroso, às vezes com fixação.

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