A fratura de estresse no pé da criança geralmente ocorre
- no colo do segundo metatarsal.
- no colo do terceiro metatarsal.
- na diáfise do segundo metatarsal.
- na diáfise do terceiro metatarsal.
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Conceito-chave
A fratura de estresse. É uma fratura que surge de cargas repetidas sobre um osso normal, sem um trauma único. O osso sofre microlesões mais rápido do que consegue reparar. Na criança e no adolescente, aparece com a prática esportiva intensa ou com uma mudança brusca de atividade (por exemplo, o início de uma nova modalidade, longas caminhadas ou corridas).
Onde ocorre no pé.
- O segundo metatarso é o local mais comum, seguido do terceiro. É a clássica "fratura de marcha", descrita em recrutas militares.
- O local mais frequente é o colo e a diáfise distal do metatarso. Na criança, o colo do segundo metatarso é o local típico.
- Também ocorre no calcâneo (em crianças pequenas), na tíbia proximal (a mais comum do membro inferior na criança) e na fíbula distal.
Por que o segundo metatarso. É o metatarso mais longo e o menos móvel: sua base fica encaixada como uma "pedra fundamental" entre os cuneiformes. Recebe muita carga na fase final do apoio, quando o calcanhar se eleva e o peso passa para o antepé, e não consegue se mover para dissipar a força. Um primeiro metatarso curto ou hipermóvel (pé de Morton) aumenta a carga sobre o segundo.
O quadro clínico. Dor no antepé que piora com a atividade e melhora com o repouso, edema dorsal e dor à palpação sobre o metatarso.
O diagnóstico.
- A radiografia inicial costuma ser normal. Depois de 2 a 3 semanas, aparece o calo periosteal ou uma linha esclerótica.
- A ressonância ou a cintilografia confirmam o diagnóstico precoce.
O tratamento. Repouso relativo, bota imobilizadora ou calçado rígido por 4 a 6 semanas e retorno gradual. Raramente é preciso imobilizar com gesso. Investigar e corrigir os fatores de risco: erro de treino, calçado, alinhamento do pé e, nas meninas atletas, a tríade (baixa disponibilidade de energia, irregularidade menstrual, baixa densidade óssea).
A exceção importante. A fratura de estresse da base do quinto metatarso (junção metáfise-diáfise, zona de Jones) tem má irrigação e tende à pseudoartrose. Exige tratamento mais rigoroso, às vezes com fixação.
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