Na fratura bilateral dos ramos púbicos superior e inferior da criança, o desvio do fragmento “flutuante” ocorre geralmente pela ação do músculo
- sartório.
- iliopsoas.
- reto femoral.
- reto do abdome.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A pelve da criança é diferente. O anel pélvico infantil é mais elástico: as articulações sacroilíacas e a sínfise são mais flexíveis, e há muita cartilagem. Por isso, a pelve absorve mais energia antes de quebrar, e as fraturas são mais estáveis. Ao mesmo tempo, a energia necessária para fraturar é alta, e as lesões associadas (abdominais, urológicas, cranianas) são mais importantes que a própria fratura.
A fratura em sela (straddle) ou do "fragmento flutuante". É a fratura dos ramos púbicos superior e inferior dos dois lados. Ela solta um fragmento central em forma de borboleta, que contém a sínfise púbica e a parte medial dos quatro ramos. Esse fragmento não tem mais ligação óssea com o resto da pelve: ele "flutua".
Para onde o fragmento vai. Os músculos ainda presos ao fragmento definem o desvio. O principal é o reto do abdome, que se insere na crista e no tubérculo púbico. Sem a ancoragem óssea, o reto puxa o fragmento para cima (cranialmente).
Por que os outros músculos não definem o desvio.
- O sartório se insere na espinha ilíaca anterossuperior, longe do fragmento.
- O iliopsoas vai do lombo e da fossa ilíaca ao trocanter menor, sem se prender no fragmento central.
- O reto femoral nasce na espinha ilíaca anteroinferior e no teto do acetábulo.
Os músculos das avulsões da pelve do adolescente. São úteis para a prova.
| Apófise | Músculo |
|---|---|
| Espinha ilíaca anterossuperior | Sartório (e tensor da fáscia lata) |
| Espinha ilíaca anteroinferior | Reto femoral |
| Tuberosidade isquiática | Isquiotibiais |
| Trocanter menor | Iliopsoas |
| Crista ilíaca | Músculos abdominais |
O que procurar na fratura em sela. A fratura em sela tem alto risco de lesão da uretra e da bexiga. Os sinais são sangue no meato, hematúria e retenção urinária. A uretrocistografia retrógrada deve ser feita antes da sondagem vesical quando há suspeita de lesão uretral.
O tratamento. A maioria das fraturas pélvicas da criança é tratada sem cirurgia: repouso, analgesia e carga progressiva. A fixação fica para fraturas instáveis, desvios importantes do anel ou do acetábulo e fraturas expostas.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo