Orto Questões

Questão de Lesões fisárias (TARO 2021)

Ortopedia pediátricaLesões fisáriasTARO 2021

A lesão fisária por estresse ocorre mais frequentemente

  1. no fêmur dos corredores.
  2. no fêmur dos jogadores de futebol.
  3. nos ossos do antebraço dos ginastas.
  4. nos ossos do antebraço dos jogadores de baseball.
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: C · nos ossos do antebraço dos ginastas.

Conceito-chave

Uma ginasta de 12 anos treina 20 horas por semana e começa a sentir dor no punho que piora no solo e nas paralelas e melhora no descanso. Não houve queda nem trauma. A radiografia mostra a fise distal do rádio alargada e irregular. É a lesão que a questão descreve, e entender o que a ginástica faz com o punho explica por que ela aparece justamente ali.

A carga que a ginástica impõe. Na ginástica, o membro superior vira membro de apoio: paradas de mão, rodas, saltos sobre o cavalo. O punho é carregado em carga axial repetida, em extensão, centenas de vezes por treino. O Wilkins (9ª ed., cap. 8) descreve a lesão fisária por estresse como a consequência dessa carga, quase sempre do rádio, sobretudo na ginástica de competição, e também na luta, no break dance e entre líderes de torcida. Treino excessivo, técnica ruim e progressão rápida de nível predispõem.

Por que a fise e por que o rádio. A fise é a parte mais frágil do osso em crescimento, e o rádio distal recebe a maior parte da carga que atravessa o punho. A pancada repetida perturba a ossificação na zona da fise: a radiografia mostra alargamento da fise, alterações císticas e escleróticas na metáfise, bico da epífise e neoformação reativa. No início pode ser normal, e a ressonância em geral diagnostica.

O que está em jogo. O tratamento é tirar a carga: repouso, gesso curto ou tala até a dor sumir, e retorno gradual em 3 a 6 meses, corrigindo técnica e treino. A grande preocupação é a parada do crescimento do rádio: a ulna continua crescendo, surge variância ulnar positiva, impacto ulnocarpal e lesão da fibrocartilagem triangular. Como a parada por estresse é difusa, a ressecção da barra quase nunca é possível, e o tratamento vai para a ulna (epifisiodese ou encurtamento).

No resumo de fraturas do rádio e da ulna distais na criança, a seção da ginasta descreve a imagem e o seguimento.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo