Nas lesões fisárias da criança, quando ocorre a separação entre a epífise e a metáfise, o suprimento sanguíneo para a camada germinativa está comprometido apenas no
- fêmur distal e tíbia proximal.
- úmero proximal e tíbia distal.
- úmero proximal e rádio distal.
- fêmur proximal e rádio proximal.
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Conceito-chave
A camada germinativa da fise, que produz as células do crescimento, é nutrida pelos vasos epifisários. Dale e Harris dividiram as epífises pela forma como esses vasos chegam:
tipo A: a epífise está quase toda recoberta por cartilagem articular, dentro da articulação. Os vasos não têm por onde entrar diretamente e chegam pela periferia, subindo pelo colo junto à fise. Quando a epífise se separa da metáfise, esses vasos rompem junto: a camada germinativa fica sem sangue, com risco de necrose e parada do crescimento;
tipo B: os vasos entram na epífise por áreas sem cartilagem, longe da fise. Numa separação epifisária, a irrigação é preservada.
As epífises do tipo A: fêmur proximal e rádio proximal, as duas intra-articulares.
Por que importa: explica o alto risco de necrose na fratura Delbet I do colo do fêmur (sobretudo a IB) e nas fraturas desviadas do colo do rádio. Nessas, a redução deve ser cuidadosa e precoce.
As demais fises (fêmur distal, tíbia proximal e distal, úmero proximal, rádio distal) são do tipo B: a irrigação da camada germinativa se mantém na separação.
A classificação de Dale e Harris em resumo.
| Tipo | Exemplos | Na separação epifisária |
|---|---|---|
| A (vasos chegam pela periferia, subindo pelo colo junto à fise) | Fêmur proximal, rádio proximal | Os vasos rompem: necrose e parada do crescimento |
| B (vasos entram por áreas sem cartilagem, longe da fise) | Demais epífises | Irrigação preservada |
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