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Questão de Displasia do desenvolvimento do quadril (ENARE R4 Ortopedia 2024)

Ortopedia pediátricaDisplasia do desenvolvimento do quadrilENARE R4 Ortopedia 2024

Neonato do sexo feminino nasceu de parto pélvico e mãe primípara. Ao examinar os quadris da criança, o neonatologista observou sinal de Ortolani positivo à esquerda. A criança foi encaminhada ao ortopedista que decidiu utilizar o suspensório de Pavlik para tratamento. Em relação a esse tratamento, é correto afirmar que

  1. a flexão do quadril deve ser regulada para 120 a 130 graus de flexão e essas tiras devem ficar na linha axilar anterior.
  2. o suporte de Pavlik apresenta bom resultado quando utilizado em crianças com excessiva frouxidão ligamentar, como observado na síndrome de Ehler-Danos.
  3. em casos de flexão excessiva prolongada associada a abdução forçada do suspensório, podem ocorrer luxação anterior e lesão da placa fisária do fêmur proximal.
  4. ao manter o quadril positivo para um sinal de Ortolani em suporte de Pavlik em regime de full-time durante quatro meses, a instabilidade do quadril desaparece em 85% dos casos.
  5. quando aplicado corretamente, o suspensório de Pavlik impede a extensão e a adução que podem causar nova luxação, mas permite maior amplitude de flexão e abdução, promovendo redução e estabilidade.
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Gabarito: E · quando aplicado corretamente, o suspensório de Pavlik impede a extensão e a adução que podem causar nova luxação, mas permite maior amplitude de flexão e abdução, promovendo redução e estabilidade.

Conceito-chave

O caso. Recém-nascida, menina, primogênita e de parto pélvico: três dos principais fatores de risco da displasia do desenvolvimento do quadril. O Ortolani positivo significa que o quadril está luxado e é redutível: a manobra de abdução com o quadril fletido faz a cabeça entrar no acetábulo com um ressalto.

Por que o Pavlik funciona. O quadril luxado reduz em flexão e abdução, e reluxa em extensão e adução. O suspensório de Pavlik é uma órtese dinâmica que:

  • impede a extensão, com as tiras anteriores;
  • impede a adução, com as tiras posteriores;
  • deixa livres a flexão e a abdução, de modo que o bebê se movimenta dentro de um arco seguro e o peso das próprias pernas leva os quadris à abdução.

Com a cabeça mantida dentro do acetábulo, o estímulo mecânico faz o acetábulo crescer e aprofundar. É o tratamento de escolha do nascimento até cerca de 6 meses.

A regulagem e o que acontece quando ela erra.

AjusteCorretoErro e consequência
Tiras anterioresFlexão de 90 a 110°, na linha axilar anteriorFlexão excessiva: neuropraxia do femoral e luxação inferior (obturatória)
Tiras posterioresFrouxas, só limitando a aduçãoAbdução forçada: necrose avascular da cabeça
Flexão insuficienteEvitarCabeça não se mantém reduzida

Quando parar. O quadril deve ser reavaliado (clinicamente e com ultrassom) em 1 a 3 semanas. Se não estiver reduzido em 3 a 4 semanas, o Pavlik é suspenso: mantê-lo com a cabeça apoiada na borda posterior do acetábulo produz erosão dessa parede, a chamada doença do Pavlik, e piora o prognóstico do tratamento seguinte (redução fechada e gesso).

Contraindicações. Frouxidão ligamentar extrema (Ehlers-Danlos), rigidez (artrogripose), desequilíbrio muscular (mielomeningocele), luxação teratológica e idade acima de 6 a 9 meses, quando a criança já é forte e pesada demais.

Resultados. Nos quadris luxados redutíveis, o sucesso fica em torno de 85 a 95% quando a redução é obtida nas primeiras semanas. A necrose avascular, a complicação mais temida, é rara com o ajuste correto.

Na prova: o Pavlik impede extensão e adução e permite flexão e abdução; sem redução em 3 a 4 semanas, suspender.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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