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Questão de Fraturas do fêmur e da perna na criança (ENARE R4 Ortopedia 2024)

Ortopedia pediátricaFraturas do fêmur e da perna na criançaENARE R4 Ortopedia 2024

Em um estudo recente (2009), foi proposta a primeira classificação específica para as fraturas pediáticas da extremidade proximal da tíbia, baseada na direção da força e no padrão da fratura. Dentro desse mecanismo de classificação de lesão, também houve evidências de que a localização da fratura dependia da idade. Esse estudo concluiu que

  1. a idade média para lesões do tipo Salter-Harris I e II foi de 6 anos.
  2. a idade média para lesões do tipo Salter-Harris III e IV foi de cerca de 10 anos.
  3. a idade média para fraturas metafisárias, incluindo a fratura de Cozen foi pouco mais de 7 anos.
  4. as crianças mais velhas, de 10 a 12 anos, sofreram lesões no mecanismo de valgo e varo, com fraturas metafisárias.
  5. o grupo com mais de 13 anos sofreu predominantemente lesões no mecanismo de flexo-avulsão, que resultaram em fraturas do tubérculo tibial.
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Gabarito: E · o grupo com mais de 13 anos sofreu predominantemente lesões no mecanismo de flexo-avulsão, que resultaram em fraturas do tubérculo tibial.

Conceito-chave

Mubarak e colaboradores (2009) propuseram a primeira classificação específica das fraturas da tíbia proximal na criança, baseada na direção da força (valgo, varo, flexão, extensão e flexão-avulsão). Eles mostraram também que o tipo de fratura depende da idade, porque a fise e a apófise amadurecem com o tempo:

crianças pequenas: predominam as fraturas metafisárias, como a fratura de Cozen (em valgo), que pode deixar valgo progressivo;

pré-adolescentes: predominam as lesões fisárias de Salter-Harris I e II;

adolescentes perto da maturidade: Salter-Harris III e IV;

acima de 13 anos: predominam as lesões por flexão-avulsão, com fraturas do tubérculo tibial.

Por que o tubérculo no adolescente: a apófise da tuberosidade fecha de proximal para distal. No fim do crescimento, uma contração forte do quadríceps com o joelho fletido (salto, aterrissagem) arranca o fragmento.

Um risco importante: a fratura do tubérculo pode lesar a artéria tibial recorrente anterior e causar síndrome compartimental.

A classificação de Mubarak (2009) pela direção da força.

MecanismoPadrão típico
ValgoFratura metafisária (Cozen) na criança pequena; fisária no maior
VaroFisária ou metafisária, com risco ao nervo fibular
FlexãoFisária com desvio posterior da epífise
ExtensãoDesvio posterior da metáfise: risco à artéria poplítea
Flexão-avulsãoTubérculo tibial, nos adolescentes acima de 13 anos

A conclusão principal é que o padrão muda com a idade: das metafisárias nas crianças pequenas às fisárias na pré-adolescência e às avulsões do tubérculo no adolescente perto da maturidade.

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