Em um estudo recente (2009), foi proposta a primeira classificação específica para as fraturas pediáticas da extremidade proximal da tíbia, baseada na direção da força e no padrão da fratura. Dentro desse mecanismo de classificação de lesão, também houve evidências de que a localização da fratura dependia da idade. Esse estudo concluiu que
- a idade média para lesões do tipo Salter-Harris I e II foi de 6 anos.
- a idade média para lesões do tipo Salter-Harris III e IV foi de cerca de 10 anos.
- a idade média para fraturas metafisárias, incluindo a fratura de Cozen foi pouco mais de 7 anos.
- as crianças mais velhas, de 10 a 12 anos, sofreram lesões no mecanismo de valgo e varo, com fraturas metafisárias.
- o grupo com mais de 13 anos sofreu predominantemente lesões no mecanismo de flexo-avulsão, que resultaram em fraturas do tubérculo tibial.
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Conceito-chave
Mubarak e colaboradores (2009) propuseram a primeira classificação específica das fraturas da tíbia proximal na criança, baseada na direção da força (valgo, varo, flexão, extensão e flexão-avulsão). Eles mostraram também que o tipo de fratura depende da idade, porque a fise e a apófise amadurecem com o tempo:
crianças pequenas: predominam as fraturas metafisárias, como a fratura de Cozen (em valgo), que pode deixar valgo progressivo;
pré-adolescentes: predominam as lesões fisárias de Salter-Harris I e II;
adolescentes perto da maturidade: Salter-Harris III e IV;
acima de 13 anos: predominam as lesões por flexão-avulsão, com fraturas do tubérculo tibial.
Por que o tubérculo no adolescente: a apófise da tuberosidade fecha de proximal para distal. No fim do crescimento, uma contração forte do quadríceps com o joelho fletido (salto, aterrissagem) arranca o fragmento.
Um risco importante: a fratura do tubérculo pode lesar a artéria tibial recorrente anterior e causar síndrome compartimental.
A classificação de Mubarak (2009) pela direção da força.
| Mecanismo | Padrão típico |
|---|---|
| Valgo | Fratura metafisária (Cozen) na criança pequena; fisária no maior |
| Varo | Fisária ou metafisária, com risco ao nervo fibular |
| Flexão | Fisária com desvio posterior da epífise |
| Extensão | Desvio posterior da metáfise: risco à artéria poplítea |
| Flexão-avulsão | Tubérculo tibial, nos adolescentes acima de 13 anos |
A conclusão principal é que o padrão muda com a idade: das metafisárias nas crianças pequenas às fisárias na pré-adolescência e às avulsões do tubérculo no adolescente perto da maturidade.
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