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Questão de Outros temas de ortopedia pediátrica (TARO 2016)

Ortopedia pediátricaOutros temas de ortopedia pediátricaTARO 2016

O anel pericondral de LaCroix é uma estrutura:

  1. fibrosa, localizada na epífise
  2. cartilaginosa, localizada na epífise
  3. fibrosa, que prende a epífise à metáfise
  4. cartilaginosa, que prende a epífise à metáfise
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Gabarito: C · fibrosa, que prende a epífise à metáfise

Conceito-chave

A periferia da fise. A placa de crescimento não é só o disco de cartilagem que vemos na radiografia. Na sua borda, há duas estruturas que garantem o crescimento em largura e a resistência mecânica da fise:

EstruturaNaturezaFunção
Sulco (zona) de RanvierCelular: um sulco em forma de cunha, com células progenitoras (condroblastos e osteoblastos)Fornece células para o crescimento da fise em largura (diâmetro)
Anel pericondral de LaCroixFibroso: anel de tecido conjuntivo denso, contínuo com o periósteo da metáfisePrende a epífise à metáfise e dá suporte mecânico à fise, sobretudo na zona hipertrófica

O anel de LaCroix. É uma faixa fibrosa que envolve a periferia da fise, como uma cinta. Ela continua o periósteo da metáfise e se ancora na epífise, unindo os dois segmentos. Funciona como um reforço circunferencial que resiste às forças de cisalhamento e de tração sobre a fise, especialmente na zona hipertrófica, a parte mais frágil. Com o crescimento, o anel fica mais fino e menos resistente, o que ajuda a explicar a epifisiólise do adolescente.

As camadas da fise (de epifisária para metafisária).

  1. Zona de reserva (repouso): condrócitos esparsos; fornece células.
  2. Zona proliferativa: os condrócitos se dividem e se empilham em colunas; responsável pelo crescimento em comprimento.
  3. Zona hipertrófica: os condrócitos aumentam de volume, a matriz se calcifica; é a zona mais fraca, onde ocorre a maioria das fraturas fisárias e o escorregamento da epifisiólise.
  4. Esponjosa primária (metáfise): a cartilagem calcificada é invadida por vasos e substituída por osso.

A importância clínica.

  • As lesões da periferia da fise (o tipo VI de Rang: abrasão, queimaduras, lesões por cortador de grama) atingem o anel pericondral e o sulco de Ranvier, formando uma barra óssea periférica e deformidade angular progressiva.
  • O periósteo espesso da criança, contínuo com o anel, ajuda a manter as fraturas fisárias estáveis e a reduzi-las.

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