No pé torto congênito idiopático, a órtese de abdução dos pés deve ser utilizada por 23 horas diárias durante os três primeiros meses e por:
- 8 horas diárias até 1 ano de idade.
- 14 horas diárias até 1 ano de idade.
- 8 horas diárias até 4 anos de idade.
- 14 horas diárias até 4 anos de idade.
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Conceito-chave
A órtese de abdução no método de Ponseti. Depois da correção com gessos e da tenotomia do tendão calcâneo, o pé torto tem forte tendência a recidivar. A órtese de abdução (Denis Browne, ou modelos como a de Mitchell-Ponseti) é a fase que mantém a correção, e é tão importante quanto os gessos.
Como é a órtese. Sapatos de cano alto presos a uma barra, com a distância entre os calcanhares igual à largura dos ombros. O pé tratado fica em abdução (rotação externa) de 60° a 70°, e o pé normal (nos casos unilaterais) em 30° a 40°. A barra tem uma leve curvatura que mantém os pés em dorsiflexão de cerca de 10° a 15°.
O tempo de uso.
| Período | Uso |
|---|---|
| Primeiros 3 meses após a tenotomia | 23 horas por dia |
| Depois, até 4 anos de idade (às vezes 5) | À noite e nas sonecas: cerca de 12 a 14 horas por dia |
Por que até 4 anos. A tendência à recidiva é maior nos primeiros anos e diminui depois dos 4 anos, quando o pé já se remodelou. Parar cedo aumenta muito a recidiva.
A adesão é tudo. A má adesão à órtese é a principal causa de recidiva: a recidiva chega a cerca de 80% nas crianças que não usam a órtese, contra cerca de 6% nas que usam bem. O ortopedista deve explicar aos pais a importância, ajustar a órtese e checar a pele.
O tratamento da recidiva. Novos gessos de Ponseti, às vezes nova tenotomia; depois dos 3 anos, se houver supinação dinâmica na marcha (o tibial anterior puxa o pé para dentro), faz-se a transferência do tibial anterior para o cuneiforme lateral.
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