No fêmur curto congênito, devem-se pesquisar alterações
- renais.
- hepáticas.
- cardíacas.
- encefálicas.
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Conceito-chave
Fêmur curto congênito não é apenas uma medida. A deficiência femoral congênita abrange encurtamento de gravidade variável e pode incluir alterações da cabeça, do colo e da articulação do quadril. Também se examinam joelho, perna e pé, pois podem coexistir instabilidade e deficiência fibular. O planejamento funcional depende da anatomia de todo o membro, não só do comprimento femoral.
Pesquisar outras malformações. Algumas crianças têm acometimento isolado; outras apresentam um quadro sindrômico ou malformações em outros sistemas. Entre as associações descritas estão cardiopatias congênitas, motivo para avaliação clínica cardiovascular e investigação dirigida quando houver achados. A associação não significa que toda criança com fêmur curto tenha cardiopatia.
O diagnóstico diferencial importa. Encurtamento femoral na avaliação fetal ou ao nascimento também pode fazer parte de síndromes com alterações faciais, displasias esqueléticas ou deficiência de outros segmentos. Examinar as demais estruturas evita atribuir a uma deficiência femoral isolada um quadro sistêmico que exige cuidados próprios.
O que é a deficiência femoral congênita. Vai desde o fêmur curto congênito, com quadril e joelho estáveis, até a deficiência femoral focal proximal (PFFD), em que parte do fêmur proximal falta. A classificação de Aitken (A a D) gradua a deficiência do fêmur proximal pela presença da cabeça femoral e do acetábulo; a de Paley é orientada para a reconstrução.
O membro inteiro precisa ser examinado.
- Quadril: coxa vara, retroversão, displasia acetabular.
- Joelho: deficiência ou ausência do ligamento cruzado anterior (muito frequente), patela hipoplásica, instabilidade.
- Perna e pé: hemimelia fibular associada em boa parte dos casos, com pé em valgo e raios laterais ausentes.
A previsão do encurtamento. A discrepância proporcional se mantém durante o crescimento: a porcentagem de encurtamento ao nascer permite estimar a diferença final (método de multiplicadores de Paley). Isso decide entre alongamento, epifisiodese contralateral, rotacionoplastia ou prótese.
Por que pensar no coração. Na formação dos membros, que ocorre nas semanas 4 a 8 de gestação, também se formam o coração e outros órgãos. Uma agressão nessa janela (genética, diabetes materno, medicamentos) pode atingir mais de um sistema. Por isso, diante de uma malformação congênita de membro, a avaliação inclui exame clínico completo e investigação cardiológica dirigida.
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