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Questão de Doença de Legg-Calvé-Perthes (TARO 2010)

Ortopedia pediátricaDoença de Legg-Calvé-PerthesTARO 2010

Na doença de LEGG-CALVÉ-PERTHES, a presença de cistos metafisários sugere

  1. subluxação lateral da cabeça do fêmur.
  2. deformidade da epífise femoral.
  3. ossificação lateral da epífise alargada.
  4. distúrbio potencial do crescimento fisário.
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Gabarito: D · distúrbio potencial do crescimento fisário.

Conceito-chave

A doença de Legg-Calvé-Perthes. É a necrose avascular idiopática da epífise femoral proximal em crescimento. Acomete crianças de 4 a 8 anos, meninos (4 a 5 para cada menina), com idade óssea atrasada; é bilateral em cerca de 10% a 15%, mas nunca simultânea nem simétrica. A causa exata é desconhecida; trombofilias, tabagismo passivo e baixo nível socioeconômico estão associados.

Os sinais de "cabeça em risco". Catterall descreveu sinais radiográficos que indicam pior prognóstico:

SinalO que indica
Sinal de GageRarefação em V na parte lateral da epífise e metáfise
Calcificação lateral à epífiseExtrusão da cabeça, coberta pela cartilagem que ossifica fora do acetábulo
Subluxação lateralA cabeça sai da contenção acetabular
Horizontalização da fiseCrescimento alterado e deformidade
Alterações metafisárias difusas (cistos)Lesão que se estende à fise

Os cistos metafisários. São áreas radiotransparentes na metáfise do colo, logo abaixo da fise. Podem representar extensão da cartilagem fisária para a metáfise, tecido fibroso ou gordura, e áreas de isquemia. A sua presença sugere que a doença atingiu a fise, o que traz risco de distúrbio do crescimento fisário:

  • parada do crescimento central, com colo curto (coxa breva) e trocânter alto (hipercrescimento relativo do trocânter);
  • crescimento assimétrico, com deformidade da cabeça e do colo;
  • discrepância de comprimento dos membros.

As consequências. O trocânter alto encurta a alavanca dos abdutores e causa marcha de Trendelenburg; o colo curto e a cabeça achatada favorecem o impacto femoroacetabular. Na fase residual, essas deformidades podem ser tratadas com epifisiodese do trocânter (se houver crescimento), avanço do trocânter ou osteotomias.

A classificação do desfecho (Stulberg) avalia a forma da cabeça e a congruência na maturidade, e a idade de início abaixo de 6 anos continua sendo o principal fator de bom prognóstico.

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