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Questão de Genuvaro, genuvalgo e torções (TARO 2012)

Ortopedia pediátricaGenuvaro, genuvalgo e torçõesTARO 2012

O fêmur curto congênito com pseudartrose móvel do fêmur proximal é classificado, segundo PALEY, como do tipo

  1. I.
  2. II.
  3. III.
  4. IV.
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Gabarito: B · II.

Conceito-chave

A deficiência femoral congênita. É o nome atual do espectro que vai do fêmur curto congênito, com quadril e joelho quase normais, até a deficiência femoral focal proximal (DFFP) grave. Paley criou uma classificação voltada à reconstrução, que pergunta se a articulação do quadril e o fêmur proximal são utilizáveis.

A classificação de Paley.

TipoDescriçãoSubtipos
1Fêmur intacto, quadril e joelho móveis1a: ossificação normal; 1b: ossificação atrasada (subtrocantérica ou do colo)
2Pseudoartrose móvel do fêmur proximal, com joelho móvel2a: cabeça móvel no acetábulo; 2b: cabeça ausente ou fundida ao acetábulo
3Deficiência diafisária, com ou sem joelho móvel3a: joelho com 45° ou mais; 3b: menos de 45°; 3c: ausência completa
4Deficiência distal do fêmur

Lendo o tipo 2. Existe um espaço móvel entre a cabeça e a diáfise, uma pseudoartrose no fêmur proximal. No 2a, a cabeça está presente e se move no acetábulo, e pode ser conectada à diáfise cirurgicamente (cirurgia SUPERhip de Paley). No 2b, não há cabeça móvel utilizável.

A comparação com Aitken. O tipo B de Aitken (cabeça presente, sem conexão óssea com a diáfise) corresponde, em linhas gerais, ao tipo 2 de Paley. O tipo A de Aitken, em que o defeito ossifica, aproxima-se do tipo 1b.

Por que a classificação de Paley ajuda. Ela orienta a sequência de cirurgias:

  • Tipo 1: preparar o quadril e o joelho (correção da coxa vara, da displasia acetabular e da instabilidade do joelho) e depois alongar o fêmur, às vezes várias vezes.
  • Tipo 2a: primeiro reconstruir a conexão entre a cabeça e a diáfise; depois alongar.
  • Nos tipos mais graves, com discrepâncias enormes: rotacionplastia de Van Nes ou prótese com amputação ou artrodese do joelho.

O cálculo da discrepância. Na deficiência femoral, o percentual de encurtamento se mantém constante com o crescimento. Isso permite prever a discrepância final pelo método multiplicador de Paley.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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