Na distrofia muscular de DUCHENNE, o sinal de GOWER caracteriza-se por apresentar fraqueza da musculatura
- glútea.
- do tibial posterior.
- proximal dos membros superiores.
- distal dos membros superiores.
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Conceito-chave
A distrofia muscular de Duchenne. É a distrofia muscular mais comum da infância (cerca de 1 em 3.500 a 5.000 meninos). É recessiva ligada ao X: acomete meninos, e cerca de um terço dos casos são mutações novas. A mutação no gene da distrofina (a proteína que ancora o citoesqueleto da fibra muscular à membrana) deixa a fibra frágil: ela se rompe a cada contração, degenera e é substituída por gordura e tecido fibroso.
A apresentação clínica.
| Achado | Detalhe |
|---|---|
| Início | Entre 3 e 5 anos: atraso da marcha, quedas, dificuldade para correr e subir escadas |
| Distribuição | Fraqueza simétrica e proximal (cinturas pélvica e escapular), dos membros inferiores primeiro |
| Sinal de Gowers | Levanta-se do chão "escalando" as próprias pernas com as mãos |
| Pseudo-hipertrofia | Das panturrilhas (músculo substituído por gordura e fibrose) |
| Tônus | Hipotonia e reflexos diminuídos (doença do músculo, e não do neurônio) |
| Laboratório | CPK muito elevada (50 a 100 vezes o normal) |
A marcha. A fraqueza dos extensores do quadril e dos abdutores muda a marcha: a criança aumenta a lordose lombar (para colocar o centro de gravidade atrás do quadril), anda na ponta dos pés (equino pela contratura do tríceps) e alarga a base; a fraqueza dos abdutores dá a marcha bamboleante (Trendelenburg bilateral). Com a progressão, a criança fica mais instável no apoio unipodal e passa mais tempo com os dois pés no chão: o duplo apoio aumenta. A perda da marcha ocorre por volta dos 10 a 12 anos (sem corticoide).
O tratamento. Os corticoides (prednisona ou deflazacorte) prolongam a marcha em cerca de 2 a 3 anos e reduzem a escoliose; a escoliose progressiva após a perda da marcha é tratada com artrodese precoce (antes da piora da função pulmonar). A morte ocorre por insuficiência respiratória ou cardiomiopatia, hoje com sobrevida até a 3ª ou 4ª década.
O sinal de Gowers em detalhe. Para se levantar do chão, a criança primeiro fica de quatro, apoia as mãos no chão, depois nos joelhos e nas coxas, "escalando" o próprio corpo até ficar em pé. Ela usa os braços para estender o quadril e empurrar o tronco para cima, porque os extensores do quadril (sobretudo o glúteo máximo) e o quadríceps estão fracos. O sinal reflete, portanto, a fraqueza da cintura pélvica, a primeira acometida na Duchenne. Não é exclusivo da Duchenne: aparece em qualquer fraqueza proximal importante dos membros inferiores (outras distrofias, atrofia muscular espinhal, miopatias inflamatórias).
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