Na epifisiólise da cabeça do fêmur, a direção do deslizamento do colo com relação a cabeça femoral é
- anterior.
- posterior.
- medial.
- lateral.
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Conceito-chave
A epifisiólise proximal do fêmur (EPF). É o escorregamento da metáfise para anterior e superior em relação à epífise (que fica no acetábulo e parece deslizar para trás e para baixo), através da fise enfraquecida. O paciente típico é o adolescente obeso no estirão (meninos de 12 a 15 anos, meninas de 10 a 13).
O quadro clínico.
| Achado | Por quê |
|---|---|
| Dor no quadril, na coxa ou no joelho | A dor referida pelo nervo obturador ao joelho atrasa o diagnóstico: todo adolescente com dor no joelho deve ter o quadril examinado |
| Claudicação | Dor e alteração mecânica |
| Trendelenburg positivo | O colo encurta e o trocânter sobe; os abdutores trabalham em desvantagem |
| Limitação da rotação interna, da abdução e da flexão | A metáfise anteriorizada bate no acetábulo |
| Marcha em rotação externa | O membro roda para fora para evitar o impacto |
| Sinal de Drehmann | Ao fletir o quadril, a coxa roda para fora obrigatoriamente |
Por que roda para fora. Com o colo deslocado para anterior, ao fletir o quadril o colo bate na borda acetabular anterior; o quadril "escapa" girando externamente. Por isso a perda da rotação interna é o achado mais sensível, e a marcha é em rotação externa, nunca interna.
A estabilidade (Loder). Se o paciente consegue apoiar (estável) ou não (instável). Na instável, a necrose avascular chega a cerca de 50%.
O tratamento. Fixação in situ com um parafuso canulado central e perpendicular à fise, sem tentar reduzir a EPF estável. A instável é uma urgência. A fixação profilática do outro lado é discutida nos pacientes de alto risco (jovens, com doença endócrina).
A importância do diagnóstico precoce. Quanto mais tempo sem tratamento, maior o deslizamento, maior o impacto femoroacetabular e o risco de artrose; e o risco de transformação em instável aumenta.
A direção do deslizamento. Na EPF, a epífise fica presa no acetábulo pelo ligamento redondo e pela cápsula; quem se move é o colo (a metáfise). O colo desliza para anterior e superior e roda externamente em relação à cabeça. Na radiografia, isso se lê ao contrário: a cabeça parece deslizar para posterior e inferior em relação ao colo. A pergunta pede a direção do colo em relação à cabeça: anterior.
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