A pseudoartrose congênita da clavícula ocorre mais comumente em pacientes do sexo
- feminino, no lado direito.
- masculino, no lado direito.
- feminino, no lado esquerdo.
- masculino, no lado esquerdo.
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Conceito-chave
A pseudartrose congênita da clavícula é uma falha de união entre os dois centros de ossificação da clavícula, no terço médio. Aparece ao nascer ou logo depois como uma saliência indolor e móvel.
O perfil:
lado: quase sempre o direito; o esquerdo aparece praticamente só quando há dextrocardia ou situs inversus;
sexo: mais comum no feminino;
bilateral: raro;
neurofibromatose: sem relação, ao contrário da pseudartrose congênita da tíbia.
A explicação mais aceita: a artéria subclávia direita passa mais alta e mais perto da clavícula; sua pulsação impediria a união dos dois centros. Por isso o lado acompanha a posição do coração.
Os diferenciais:
fratura obstétrica: dói, a criança não mexe o braço (pseudoparalisia) e forma calo em 2 a 3 semanas;
disostose cleidocraniana: falha na parte lateral da clavícula, em geral bilateral, com fontanelas abertas.
O tratamento: sem dor, observar. Com dor ou deformidade incômoda, em geral entre 3 e 6 anos: ressecção do foco, enxerto ósseo e fixação, com alta taxa de consolidação.
Como diferenciar na prática.
| Condição | Achados |
|---|---|
| Pseudartrose congênita | Saliência indolor e móvel no terço médio, presente desde o nascimento, sem calo; lado direito |
| Fratura obstétrica | Dor, pseudoparalisia, crepitação; calo palpável em 7 a 14 dias |
| Disostose cleidocraniana | Defeito geralmente bilateral, na parte lateral; fontanelas abertas, dentes supranumerários |
A radiografia da pseudartrose congênita mostra as duas extremidades arredondadas, alargadas e escleróticas, sem calo, o que a distingue da fratura (bordas agudas e calo em formação).
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