Em relação à epidemiologia da coxa vara do desenvolvimento, é correto afirmar que acomete
- mais frequentemente meninos caucasianos.
- mais frequentemente meninos, sem predileção por raça.
- igualmente meninos e meninas caucasianos.
- igualmente meninos e meninas, sem predileção por raça.
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Conceito-chave
A coxa vara do desenvolvimento. É a diminuição progressiva do ângulo cervicodiafisário (normal de cerca de 135° a 150° na criança) por um defeito de ossificação na parte inferomedial do colo. É rara, uni ou bilateral, e aparece quando a criança começa a andar.
O sinal radiográfico. Um triângulo ósseo isolado na parte inferior do colo, junto à fise (o fragmento triangular de Fairbank), com a fise verticalizada.
O ângulo de Hilgenreiner-epifisário (HE). Ângulo entre a linha de Hilgenreiner e a linha da fise proximal do fêmur:
| Ângulo HE | Conduta |
|---|---|
| Menor que 45° | Resolve sozinho: observação |
| 45° a 60° | Zona cinzenta: acompanhar |
| Maior que 60° | Progride: osteotomia valgizante |
O exame físico e o porquê dos movimentos. O colo em varo faz o trocânter maior subir, encostando no ilíaco. Isso tem duas consequências:
- abdução limitada: o trocânter bate na asa do ilíaco antes do fim do movimento;
- rotação medial (interna) limitada: o colo em varo costuma estar também retrovertido, o que reduz a rotação interna.
Além disso, o glúteo médio fica encurtado e ineficiente (sua alavanca diminui), causando marcha de Trendelenburg (bamboleante, se bilateral), encurtamento do membro e hiperlordose lombar.
O tratamento. A osteotomia valgizante subtrocantérica ou intertrocantérica (Pauwels, Borden) corrige o ângulo para cerca de 40° de HE ou menos e transforma o cisalhamento em compressão na fise; o defeito do colo então ossifica. A recidiva é comum quando a correção é insuficiente.
A epidemiologia. A coxa vara do desenvolvimento é rara (cerca de 1 em 25.000 nascidos vivos). Acomete igualmente meninos e meninas, sem predileção racial, e é bilateral em cerca de 30% a 50% dos casos. Há casos familiares, sugerindo herança autossômica dominante com penetrância variável. Aparece quando a criança começa a andar, com marcha indolor de Trendelenburg (bamboleante se bilateral).
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