Na luxação congênita da cabeça do rádio, após o diagnóstico na criança, o tratamento indicado é
- conservador
- redução aberta
- redução fechada
- redução aberta e reconstrução do ligamento anular
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A luxação congênita da cabeça do rádio. É a anomalia congênita mais comum do cotovelo, embora rara. Pode ser isolada ou associada a síndromes (unha-patela, Klippel-Feil, Ehlers-Danlos, artrogripose, sinostose radioulnar). É bilateral em boa parte dos casos e costuma ser descoberta tarde, na idade escolar, porque a função é quase normal.
A direção do desvio.
| Direção | Frequência |
|---|---|
| Posterior (ou posterolateral) | A mais comum (cerca de 65%) |
| Anterior | Menos comum: deve-se suspeitar de Monteggia antiga |
| Lateral | Rara |
Os sinais que indicam a causa congênita (e não trauma antigo).
- Cabeça do rádio pequena e em cúpula (convexa, e não côncava), porque nunca articulou com o capítulo;
- capítulo hipoplásico e achatado;
- rádio longo em relação à ulna, com a ulna retificada (sem a curvatura do Monteggia);
- bilateralidade e associação com síndromes;
- ausência de história de trauma.
A diferença com a lesão de Monteggia antiga. Na Monteggia não diagnosticada, a cabeça costuma estar anterior, a ulna tem arqueamento ou consolidação viciosa, e a cabeça do rádio inicialmente tem forma normal (côncava). Esse diagnóstico diferencial é importante, porque a Monteggia antiga pode ser reconstruída, e a congênita não deve ser reduzida.
O quadro e o tratamento. Limitação discreta da extensão (na posterior) ou da flexão (na anterior), e da rotação; dor e saliência palpável na adolescência. O tratamento é observação. A tentativa de redução falha. Na dor ou limitação importante, após a maturidade, faz-se a ressecção da cabeça do rádio.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo