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Questão de Marcha na criança (Ortopedia)

Ortopedia pediátricaMarcha na criançaOrtopedia

Na anteversão femoral aumentada, a marcha tem rotação

  1. externa do quadril na fase de apoio
  2. externa do quadril da fase de balanço
  3. interna da patela na fase de apoio
  4. interna da patela na fase de balanço
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Gabarito: C · interna da patela na fase de apoio

Conceito-chave

O perfil rotacional muda com o crescimento. O membro inferior da criança passa por mudanças previsíveis de rotação do fêmur e da tíbia. Conhecê-las evita tratamentos desnecessários para o que é apenas uma fase normal do desenvolvimento.

A anteversão femoral. É o ângulo entre o eixo do colo femoral e o eixo transcondilar do fêmur distal (o colo "aponta" para a frente).

IdadeAnteversão femoral aproximada
Recém-nascido e lactenteCerca de 30 a 40°
1 anoCerca de 30°
8 a 10 anosCerca de 20°
AdultoCerca de 10 a 15°

A anteversão diminui progressivamente, sobretudo nos primeiros 8 anos.

A torção tibial. No recém-nascido e no lactente, a tíbia tem rotação interna (torção tibial interna), pela posição intrauterina. Com o crescimento, a tíbia gira para externa, chegando a cerca de 15 a 20° de rotação externa no adulto.

A criança de seis meses. Espera-se, portanto:

  • anteversão femoral alta, em torno de 40°;
  • rotação interna da tíbia.

Além disso, o quadril do lactente tem uma contratura em rotação externa (pela posição fetal), que mascara a anteversão: o bebê parece ter os pés virados para fora quando deitado.

As causas de pés para dentro (marcha com os pés para dentro) por idade.

  • Lactente: metatarso aduto.
  • 1 a 3 anos: torção tibial interna.
  • Acima de 3 anos: anteversão femoral aumentada (a criança senta em "W" e corre "batendo os joelhos").

O exame do perfil rotacional (Staheli). Ângulo de progressão do pé na marcha, rotação interna e externa dos quadris em decúbito ventral, ângulo coxa-pé e eixo transmaleolar, e a forma do pé (metatarso aduto).

A conduta. A grande maioria se corrige espontaneamente até os 8 a 10 anos. Botas, barras e palmilhas não alteram a história natural. A osteotomia de rotação fica para os raros casos persistentes, graves e funcionais após os 8 a 10 anos.

A marcha com anteversão femoral aumentada. Com o colo femoral muito voltado para a frente, o quadril trabalha melhor em rotação interna, que centra a cabeça no acetábulo. Na marcha, todo o fêmur gira para dentro, e as patelas apontam para dentro durante a fase de apoio ("patelas que se beijam", kissing patellae). Os pés também apontam para dentro, a não ser que a tíbia compense com torção externa (o "desalinhamento miserável", com dor anterior no joelho). No exame, a rotação interna do quadril passa de 70°, e a externa fica reduzida.

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