Na anteversão femoral aumentada, a marcha tem rotação
- externa do quadril na fase de apoio
- externa do quadril da fase de balanço
- interna da patela na fase de apoio
- interna da patela na fase de balanço
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Conceito-chave
O perfil rotacional muda com o crescimento. O membro inferior da criança passa por mudanças previsíveis de rotação do fêmur e da tíbia. Conhecê-las evita tratamentos desnecessários para o que é apenas uma fase normal do desenvolvimento.
A anteversão femoral. É o ângulo entre o eixo do colo femoral e o eixo transcondilar do fêmur distal (o colo "aponta" para a frente).
| Idade | Anteversão femoral aproximada |
|---|---|
| Recém-nascido e lactente | Cerca de 30 a 40° |
| 1 ano | Cerca de 30° |
| 8 a 10 anos | Cerca de 20° |
| Adulto | Cerca de 10 a 15° |
A anteversão diminui progressivamente, sobretudo nos primeiros 8 anos.
A torção tibial. No recém-nascido e no lactente, a tíbia tem rotação interna (torção tibial interna), pela posição intrauterina. Com o crescimento, a tíbia gira para externa, chegando a cerca de 15 a 20° de rotação externa no adulto.
A criança de seis meses. Espera-se, portanto:
- anteversão femoral alta, em torno de 40°;
- rotação interna da tíbia.
Além disso, o quadril do lactente tem uma contratura em rotação externa (pela posição fetal), que mascara a anteversão: o bebê parece ter os pés virados para fora quando deitado.
As causas de pés para dentro (marcha com os pés para dentro) por idade.
- Lactente: metatarso aduto.
- 1 a 3 anos: torção tibial interna.
- Acima de 3 anos: anteversão femoral aumentada (a criança senta em "W" e corre "batendo os joelhos").
O exame do perfil rotacional (Staheli). Ângulo de progressão do pé na marcha, rotação interna e externa dos quadris em decúbito ventral, ângulo coxa-pé e eixo transmaleolar, e a forma do pé (metatarso aduto).
A conduta. A grande maioria se corrige espontaneamente até os 8 a 10 anos. Botas, barras e palmilhas não alteram a história natural. A osteotomia de rotação fica para os raros casos persistentes, graves e funcionais após os 8 a 10 anos.
A marcha com anteversão femoral aumentada. Com o colo femoral muito voltado para a frente, o quadril trabalha melhor em rotação interna, que centra a cabeça no acetábulo. Na marcha, todo o fêmur gira para dentro, e as patelas apontam para dentro durante a fase de apoio ("patelas que se beijam", kissing patellae). Os pés também apontam para dentro, a não ser que a tíbia compense com torção externa (o "desalinhamento miserável", com dor anterior no joelho). No exame, a rotação interna do quadril passa de 70°, e a externa fica reduzida.
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