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Questão de Epifisiólise proximal do fêmur (Ortopedia)

Ortopedia pediátricaEpifisiólise proximal do fêmurOrtopedia

São sinais clínicos frequentes do deslizamento epifisário proximal do fêmur:

  1. Claudicação, limitação da amplitude de movimentos do quadril e marcha com rotação interna do membro
  2. Limitação da amplitude de movimentos do quadril, marcha com rotação interna do membro e sinal de Trendelenburg positivo à marcha
  3. Marcha com rotação interna do membro, sinal de Trendelenburg positivo à marcha e claudicação
  4. Sinal de Trendelenburg positivo à marcha, claudicação e limitação da amplitude de movimentos do quadril
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Gabarito: D · Sinal de Trendelenburg positivo à marcha, claudicação e limitação da amplitude de movimentos do quadril

Conceito-chave

A epifisiólise proximal do fêmur (EPF). É o escorregamento da metáfise para anterior e superior em relação à epífise (que fica no acetábulo e parece deslizar para trás e para baixo), através da fise enfraquecida. O paciente típico é o adolescente obeso no estirão (meninos de 12 a 15 anos, meninas de 10 a 13).

O quadro clínico.

AchadoPor quê
Dor no quadril, na coxa ou no joelhoA dor referida pelo nervo obturador ao joelho atrasa o diagnóstico: todo adolescente com dor no joelho deve ter o quadril examinado
ClaudicaçãoDor e alteração mecânica
Trendelenburg positivoO colo encurta e o trocânter sobe; os abdutores trabalham em desvantagem
Limitação da rotação interna, da abdução e da flexãoA metáfise anteriorizada bate no acetábulo
Marcha em rotação externaO membro roda para fora para evitar o impacto
Sinal de DrehmannAo fletir o quadril, a coxa roda para fora obrigatoriamente

Por que roda para fora. Com o colo deslocado para anterior, ao fletir o quadril o colo bate na borda acetabular anterior; o quadril "escapa" girando externamente. Por isso a perda da rotação interna é o achado mais sensível, e a marcha é em rotação externa, nunca interna.

A estabilidade (Loder). Se o paciente consegue apoiar (estável) ou não (instável). Na instável, a necrose avascular chega a cerca de 50%.

O tratamento. Fixação in situ com um parafuso canulado central e perpendicular à fise, sem tentar reduzir a EPF estável. A instável é uma urgência. A fixação profilática do outro lado é discutida nos pacientes de alto risco (jovens, com doença endócrina).

A importância do diagnóstico precoce. Quanto mais tempo sem tratamento, maior o deslizamento, maior o impacto femoroacetabular e o risco de artrose; e o risco de transformação em instável aumenta.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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