Considerando-se a doença de Perthes, são considerados FATORES DE MAU PROGNÓSTICO:
- Baixa estatura, duração prolongada da doença e gênero feminino e hipotrofia
- Duração prolongada da doença, gênero feminino e idade de início mais baixa
- Gênero feminino, idade de início mais baixa e baixa estatura
- Idade de início mais baixa, baixa estatura e duração prolongada da doença
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Conceito-chave
Na doença de Legg-Calvé-Perthes, a necrose da cabeça femoral passa por fases (de Waldenström): inicial, fragmentação, reossificação e residual. O prognóstico depende de quanto a cabeça deforma até o fim.
O perfil típico: meninos (4 a 5 para 1), entre 4 e 8 anos, quase sempre unilateral, com baixa estatura e idade óssea atrasada.
Os fatores de mau prognóstico na lista clássica:
idade de início mais alta (acima de 8 anos), o fator mais forte: sobra menos tempo para a cabeça remodelar;
sexo feminino: as meninas amadurecem antes e têm menos tempo de remodelação;
doença de duração prolongada;
baixa estatura e hipotrofia do membro;
extensão do acometimento (Catterall III e IV, Herring C) e os sinais de cabeça em risco (Gage, calcificação lateral, subluxação, fise horizontal, cisto metafisário).
O que pesa hoje: idade de início, classificação do pilar lateral de Herring na fragmentação e extrusão da cabeça. No fim, a classificação de Stulberg (congruência e esfericidade) prevê a artrose.
Os fatores prognósticos em tabela.
| Fator | Efeito no prognóstico |
|---|---|
| Idade de início acima de 8 anos (o mais forte) | Pior |
| Idade de início abaixo de 6 anos | Melhor |
| Sexo feminino | Pior (maturação mais precoce) |
| Duração prolongada da doença | Pior |
| Herring C, Catterall III e IV, cabeça em risco | Pior |
| Extrusão lateral e perda da mobilidade (abdução) | Pior |
Por que a idade é o fator mais forte. O que salva a cabeça femoral é o remodelamento: quanto mais crescimento resta depois da fase de reossificação, mais tempo o acetábulo tem para moldar a cabeça de volta a uma forma esférica. A criança que adoece antes dos 6 anos tem anos de crescimento pela frente; a que adoece depois dos 8, não. As meninas, que amadurecem antes, perdem parte desse tempo, e por isso o sexo feminino aparece como fator de pior prognóstico.
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