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Questão de Genuvaro, genuvalgo e torções (Ortopedia)

Ortopedia pediátricaGenuvaro, genuvalgo e torçõesOrtopedia

Com relação às deficiências congênitas dos ossos longos, a hemimelia fibular com o pé normal é classificada como:

  1. Deficiência longitudinal intercalar
  2. Deficiência longitudinal terminal
  3. Deficiência transversal intercalar
  4. Deficiência transversal terminal
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Gabarito: A · Deficiência longitudinal intercalar

Conceito-chave

As deficiências congênitas dos membros. São falhas da formação do membro durante a embriogênese (da 4ª à 8ª semana). A classificação de Frantz e O'Rahilly (1961), ainda usada nas provas, combina dois critérios:

1. A direção da falha.

  • Transversal: falta toda a largura do membro a partir de um nível (como uma "amputação congênita"); por exemplo, a ausência do antebraço e da mão.
  • Longitudinal (paraxial): falta só um lado do membro, ao longo do eixo; por exemplo, a hemimelia fibular, tibial, radial ou ulnar.

2. A extensão distal.

  • Terminal: a falta se estende até a ponta do membro; nada distal ao defeito está presente.
  • Intercalar: falta um segmento intermediário, mas as partes distais estão presentes (como na focomelia, em que a mão sai do ombro).

Combinando os critérios.

ExemploClassificação
Ausência da fíbula com pé normal (todos os raios)Longitudinal intercalar
Ausência da fíbula com ausência dos raios laterais do péLongitudinal terminal
FocomeliaTransversal intercalar
Ausência da mão e do antebraço (coto)Transversal terminal

A hemimelia fibular. É a deficiência longitudinal mais comum dos ossos longos. Além da fíbula ausente ou hipoplásica, inclui encurtamento da tíbia com arqueamento anteromedial, pé em equinovalgo, coalizão tarsal, ausência dos raios laterais, joelho valgo e instabilidade por ausência dos cruzados. A classificação moderna (Paley, Birch, Achterman-Kalamchi) orienta o tratamento: alongamento e reconstrução do tornozelo ou amputação de Syme com prótese, conforme a discrepância prevista e a função do pé.

A classificação atual (ISO e ISPO) usa a mesma lógica com outros nomes (deficiência transversal e longitudinal, descrevendo os ossos ausentes), e a classificação OMT para o membro superior é baseada nos eixos embriológicos.

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