O defeito posteromedial da tíbia está normalmente associado
- ao pé talovertical.
- à neurofibromatose.
- ao pé calcaneovalgo.
- à pseudoartrose congênita.
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Conceito-chave
Três arqueamentos, três prognósticos. O arqueamento congênito da tíbia é descrito pela direção do ápice da curva, e cada direção tem uma associação e uma evolução completamente diferentes. Errar a direção é errar o prognóstico.
| Direção do ápice | Associação | Evolução |
|---|---|---|
| Posteromedial | Pé calcâneo valgo | Benigna: corrige espontaneamente em grande parte |
| Anterolateral | Neurofibromatose tipo 1, pseudartrose congênita | Maligna: tende a fraturar e não consolidar |
| Anteromedial | Hemimelia fibular (deficiência longitudinal da fíbula) | Discrepância de comprimento e deformidade do pé |
O arqueamento posteromedial.
- Atribuído à posição intrauterina: o pé fica dobrado contra a face anterior da perna.
- Ao nascimento, o pé está em calcâneo valgo acentuado, com o dorso quase encostando na tíbia, e a perna curva com ápice posterior e medial.
- A angulação melhora muito nos primeiros 2 a 3 anos, mas a tíbia fica mais curta: a discrepância residual média é de 3 a 4 cm na maturidade, às vezes exigindo epifisiodese contralateral ou alongamento.
- O pé calcâneo valgo melhora com alongamentos ou gessos.
O arqueamento anterolateral. É o mais perigoso: pode evoluir para fratura e pseudartrose congênita da tíbia, de tratamento muito difícil. Usa-se órtese de proteção; nunca se faz osteotomia profilática, que pode precipitar a pseudartrose.
O arqueamento anteromedial. Associado à hemimelia fibular: fíbula ausente ou hipoplásica, pé em equinovalgo, ausência de raios laterais, coalizões tarsais e encurtamento importante.
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