A deformidade em rotação interna dos ossos da perna é associada ao pé
- plano.
- torto congênito.
- tálus vertical.
- equino.
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Conceito-chave
A torção tibial. É a rotação da tíbia em torno do seu próprio eixo, medida pelo ângulo coxa-pé ou pelo eixo transmaleolar. No recém-nascido, a tíbia tem leve torção interna, que gira para externa com o crescimento. No adulto, o normal é cerca de 15 a 20° de rotação externa.
As causas de marcha com os pés para dentro (intoeing) por idade.
| Idade | Causa mais comum | Nível |
|---|---|---|
| Lactente | Metatarso aduto | Pé |
| 1 a 3 anos | Torção tibial interna | Perna |
| Acima de 3 anos | Anteversão femoral aumentada | Coxa |
A torção tibial interna e o pé torto congênito. O pé torto congênito (equinovaro) é a deformidade classicamente associada à rotação interna dos ossos da perna. Nele, o pé fica em equino, varo, aduto e cavo, e a perna mostra torção tibial interna aparente ou real.
Há um detalhe da anatomia. Boa parte da rotação interna "vista" no pé torto vem do tálus e do calcâneo, que giram medialmente sob o tornozelo. A tíbia também pode ter torção interna, e o resultado clínico é um pé e uma perna apontando para dentro. No método de Ponseti, essa rotação é corrigida abduzindo o pé sob o tálus estabilizado. A órtese de abdução mantém o pé em rotação externa.
A torção tibial interna "fisiológica". É a causa mais comum de pés para dentro entre 1 e 3 anos. Atribuída à posição intrauterina, costuma ser bilateral e se resolve espontaneamente até cerca dos 4 a 5 anos. Botas, barras e palmilhas não alteram a história natural. A osteotomia supramaleolar de rotação fica para casos raros, persistentes e funcionais após os 8 a 10 anos.
O contrário: torção tibial externa. Associa-se ao pé plano valgo, à paralisia cerebral com marcha agachada e à mielomeningocele.
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