A neurofibromatose do tipo 1 é
- central e apresenta frequentemente manifestações ortopédicas
- central e apresenta raramente manifestações ortopédicas
- periférica e apresenta frequentemente manifestações ortopédicas
- periférica e apresenta raramente manifestações ortopédicas
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Conceito-chave
A neurofibromatose tipo 1 (NF1). É uma das doenças genéticas mais comuns (cerca de 1 em 3.000 nascimentos), autossômica dominante, com cerca de metade dos casos por mutação nova. O gene NF1 (cromossomo 17) codifica a neurofibromina, um supressor de tumor que freia a via RAS; sem ela, as células proliferam em excesso.
Periférica e central.
| Tipo | Gene | Características |
|---|---|---|
| NF1 (periférica, von Recklinghausen) | NF1, cromossomo 17 | Manchas café com leite, neurofibromas cutâneos e plexiformes, nódulos de Lisch; manifestações ortopédicas frequentes |
| NF2 (central) | NF2, cromossomo 22 | Schwannomas vestibulares bilaterais, meningiomas; poucas manifestações ortopédicas |
Os critérios diagnósticos da NF1 (dois ou mais). Seis ou mais manchas café com leite (maiores que 5 mm antes da puberdade e 15 mm depois); dois ou mais neurofibromas ou um plexiforme; efélides axilares ou inguinais; glioma óptico; dois ou mais nódulos de Lisch (hamartomas da íris); lesão óssea característica (displasia do esfenoide, arqueamento anterolateral da tíbia); parente de primeiro grau afetado (ou variante patogênica).
As manifestações ortopédicas (frequentes).
- Escoliose: a mais comum. Pode ser não distrófica (como a idiopática) ou distrófica: curva curta e angulada, vértebras escavadas, costelas "em lápis", modulação (a não distrófica pode se tornar distrófica), com progressão rápida e indicação cirúrgica precoce.
- Pseudartrose congênita da tíbia (e de outros ossos longos), com arqueamento anterolateral.
- Hipercrescimento de membros (hemi-hipertrofia, gigantismo localizado pelo neurofibroma plexiforme).
- Lesões ósseas (fibroma não ossificante múltiplo), cifose cervical, protrusão acetabular.
O risco de malignização. Os neurofibromas plexiformes podem se transformar em tumor maligno da bainha do nervo periférico (cerca de 8% a 13% ao longo da vida): dor nova, crescimento rápido ou déficit neurológico exigem investigação.
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